É praticamente certo: depois daquele bronze caprichado do verão, são eles quem ficam para contar a história. De minúsculas pintas a marcas mais extensas, os sinais são uma reação completamente normal à exposição prolongada ao sol. Mas apesar de muitas vezes vistos como um charme a mais, essas manchinhas aparentemente inocentes podem ocultar problemas graves.
Longe das questões meramente estéticas, essas pequenas lesões que comumente tomam rosto, ombros, colo e braços podem apresentar alterações, sinalizando a possibilidade de tumores. Tipo mais comum de neoplasia no Mundo - só no Brasil, estimativas do Instituto Nacional do Câncer e do Ministério da Saúde dão conta de 118.840 novos casos este ano - os cânceres cutâneos aparecem quando há uma desordem na multiplicação das células da pele, que passam a crescer de forma descontrolada.
Como tem relação direta com a exposição solar, o problema é mais freqüente em pessoas que trabalham ao ar livre e aquelas de pele muito clara que se queimam facilmente. Com grandes chances de cura, no entanto, os tumores de pele podem ser prevenidos com medidas simples. A principal delas é o cuidado com os horários. "O mais importante é evitar a exposição exagerada ao sol, principalmente entre as 10h e as 16h. Feita de forma repetida, ela predispõe ao surgimento de lesões que podem se transformar em câncer", avisa o dermatologista Emmanuel França.
Ele alerta no entanto que não basta prevenir. Como o diagnóstico precoce é a única forma de potencializar as chances de cura, ele recomenda ao menos uma visita anual a um especialista. E avisa: "Sinais que crescem repentinamente, sangram, inflamam, apresentam bordas irregulares, variação de cor ou são maiores que 0,8 milímetros devem ser avaliados imediatamente".
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