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Edição de Sexta-Feira, 13 de Maio de 2005 
Viver | Garanhuns no circuito de exibição nacional
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VIVER
Garanhuns no circuito de exibição nacional
Cidade terá duas salas com sistema similar ao do Box
André Dib
ESPECIAL PARA O DIARIO
A partir de julho, Garanhuns entra para o seleto time das cidades do interior de Pernambuco a ter cinema no seu roteiro cultural. A sessão de estréia acontece em julho, logo após o Festival de Inverno. Situados no bairro de Heliópolis, pólo cultural e gastronômico da cidade, os cines Eldorado 1 e 2 inserem Garanhuns no circuito de exibição nacional, ao revitalizar o espaço onde funcionava há 30 anos o antigo Cinema Eldorado. A iniciativa é da empresa recifense PMC Cinemas/Moviemax que, com o investimento em torno de R$ 600,00 mil, aposta na cidade como referência cultural.

  A decisão por investir em Garanhuns foi tomada pela PMC tendo como base uma pesquisa que estudou outras cidades do Interior. "Passamos seis meses estudando Garanhuns, com o aval e o apoio logístico da prefeitura", diz Paulo Menelau, sócio do empreendimento.

  O projeto foi concebido para o sistema Stadium, similar ao implantado no complexo Box Guararapes, o que significa tela gigante, som Dolby 5.1, e claro, itens de conforto. No total,as duas salas comportam 415 pessoas (com vagas para deficientes), que graças ao recurso Interlock, podem exibir o mesmo filme ao mesmo tempo.

  Garanhuns não contava com cinemas há algum tempo. Quando fechou, em 1974, o Eldorado era a única sala remanescente das quatro que um dia fizeram parte da vida da cidade. Os demais, Veneza, Jardim e Glória, não passaram dos anos 60. "O cinema comandava a vida social em Garanhuns", lembra o secretário municipal de cultura, João Marques.

  Com exceção de Caruaru, Petrolina, Afogados da Ingazeira - e a partir de julho, Garanhuns, não existem salas fora da capital. Procurando suprir a carência, o projeto Pernambuco Faz Cinema, com recursos do Governo do Estado (Funcultura), catalogou 29 municípios que têm uma estrutura em potencial para receber equipamento de cinema, todos esperando reforma predial. Geraldo Pinho, diretor do Museu da Imagem e do Som (Mispe), afirma que são bem-vindas todas as iniciativas de exibição de filmes no Interior. "A gente vive talvez o melhor momento de nossa produção cinematográfica, mas não conseguimos levá-la para o Interior", lamenta Pinho, que prevê a abertura de um cinema em Fernando de Noronha como próximo passo do projeto.

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