Quando se fala em danos causados pelo sol, logo vêm à mente problemas como câncer de pele ou o envelhecimento precoce invariavelmente atribuídos à exposição aos raios UVA e UVB sem a devida proteção. Mas ao contrário do que muita gente pensa, não é só a pele que se ressente dos efeitos nocivos do sol. A exemplo do que acontece com ela, nossos olhos também podem ser profundamente afetados pela radiação solar. Por isso, alertam os médicos, o arsenal de proteção contra a radiação ultravioleta deve ir além do bloqueador solar e incluir o uso constante dos óculos escuros.
Pode até parecer exagero para os mais céticos, mas a lista dos riscos convence fácil: o rol envolve desde queimaduras da superfície ocular até o surgimento de carnosidades e o desenvolvimento de cegueira parcial. "Os raios ultravioletas são associados ao aparecimento de tumores nas pálpebras e podem também produzir queimaduras sérias na retina, que exigem intervenção médica imediata. A exposição prolongada também tem sido apontada como fator predisponente à degeneração macular", explica o oftalmologista Francisco Lobato.
Por isso, o especialista defende o uso de óculos escuros sempre que possível, principalmente nos horários de sol mais forte. A preocupação principal diz respeito à efetiva proteção contra raios UVA e UVB, o que não poder ser verificado a olho nu. Por isso, vale a pena gastar mais e fugir dos modelos oferecidos por camelôs. "Se os óculos são só escuros mas não oferecem a proteção adequada, ele filtra somente a claridade. Assim, a pupila vai dilatar e permitir a entrada de uma maior quantidade de raios solares, o que acaba sendo pior do que não usar os óculos", esclarece Lobato.
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