BRASÍLIA- O PT está na mira dos aliados. Um dia depois de o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, afirmar que o PT não se contenta com os 19 ministérios que tem, os líderes dos partidos aliados engrossaram o discurso contra a sede de poder dos petistas e marcaram uma reunião para a próxima terça-feira para discutir a relação entre Governo, PT e Câmara. Mas sem a presença de petistas. A insatisfação é tamanha que na noite de anteontem, em protesto, os líderes chegaram a comunicar ao Governo que não participariam de reunião, ontem, com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, para debater a reforma tributária.
"O encontro só ocorreu porque o líder do PTB, José Múcio, argumentou que nós não poderíamos deixar o nosso colega e líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), na mão e nem era correto ser descortês com o Palocci - contou o líder do PCdoB, Renildo Calheiros. Os aliados avaliam que os problemas na base aliada decorrem da postura do PT: de um lado, o partido reivindica cada vez mais espaços no Governo e de outro não dá nenhuma segurança quanto ao comportamento que terá nas eleições do ano que vem. Por isso, os aliados querem criar um fato político na próxima semana para ressaltar que não há Governo sem base aliada.
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