|
Nos próximos 17, 18 e 19 de agosto a Fundação Joaquim Nabuco vai promover a a "Conferência Internacional Joaquim Nabuco, embaixador do Brasil", com a participação de estudiosos do Brasil e do exterior. O evento vai destacar o papel dele como diplomata, que é a parte menos estudada de sua vida. Humberto França, chefe do projetos especiais do Memorial Joaquim Nabuco, vê aí um fator capaz de impulsionar a idéia que faz tempo vem defendendo: precisamos estudar mais Nabuco. Nas universidades pernambucanas estuda-se pouco ("ou quase nada", segundo ele) o líder abolicionista, ao contrário do que ocorre em grandes universidades de outros Estados. Nós estudamos mais Nassau do que Nabuco, lamenta Humberto, que propõe uma inversão nessa equação. Não é uma idéia de excludência, mas de valorização de um personagem que tem mais a nos oferecer e ensinar do que aquele governante do século XVII. Nessa entrevista, Humberto propõe uma espécie de cruzada que consista em levar o nome de Nabuco - até por meio de cartilhas, se foro caso - para o grande público, para os estudantes de ensino médio, para os jovens interessados em conhecer o Brasil. Vê condições de sobra para isso: dois atrativos são o texto de Nabuco (cita o capítulo "Massangana", de Minha Formação, como exemplo) e o papel que ele teve em nossa história. Também destaca a influência exercida por Nabuco como o primeiro embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Entre outros pontos positivos de sua atuação, teria sido ele o responsável pela realização no Brasil do III Coferência Pan-Americana, em 1906, evento que trouxe repercussões para toda a América Latina.
|