Na Itália, oito pernambucanos tiveram o sonho de voltar para o Brasil frustrado pelo Itamaraty. Ivanildo Dias da Silva, sua esposa Ana Mery da Silva, e as filhas Rayana e Rayara, bem como Luciano da Silva Reis, Fábia da Silva e suas duas filhas, querem deixar a Europa, onde afirmam estar trabalhando sob sistema de escravidão. Apesar da carga horária de 14 horas diárias, de domingo a domingo, sem direito a folga, o Governo brasileiro considerou que não há trabalho escravo neste caso, mas irregularidades trabalhistas. Na Itália, um funcionário pode trabalhar, no máximo, 36 horas semanais. Dessa forma, a Embaixada do Brasil em Roma não pagará as passagens de volta para o Brasil.
"Para eles não é trabalho escravo, mas como é que os dois trabalham tantas horas por dia por um dinheiro que não dá nem para sustentar a família. Sem falar que depois que o patrão deles descobriu que os dois estavam tentando voltar para o Brasil, começou a diminuir ainda mais o salários", questionou a sogra de Ivanildo, Merice da Silva. Os pernambucanos estão na cidade de Cosenza, no sul da Itália.
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