Empreender ou ser empregado? O Brasil é o 7o país mais empreendedor do mundo, segundo pesquisa Global Entrepeneurship, feita em 34 países. Esta poderia ser uma ótima notícia se os 15 milhões de brasileiros que têm atividade empreendedora a tivessem por vocação e não por necessidade. O Empreendedorismo de start up (abertura de empresa) é muito mais difícil do que as pessoas imaginam. É preciso capital, visão de negócio, qualificação profissional, conhecimento do mercado, persistência, dedicação integral, crença e muita paixão. Caso contrário, desiste-se diante das dificuldades, que são inúmeras. Podemos classificá-lo em dois tipos:
1) Empreendedorismo por necessidade: as condições econômicas e sociais restringem o emprego para a grande massa populacional. E as grandes exigências do mercado por profissionais altamente qualificados e que gerem resultados provocam demissões, do mais baixo ao mais alto escalão nas organizações. Este fato leva as pessoas desempregadas a abrir um negócio próprio apostando numa vidanova, essencialmente porque não têm outra alternativa.
2) Empreendedorismo por vocação: felizmente, aumentam a cada dia os desbravadores que têm a coragem de pedir demissão porque sonham alçar vôos mais altos. É quando seu emprego está "garantido" e você o larga para empreender. Nestes casos, as chances de sucesso são maiores porque o empreendedor é movido por um ideal.
Outros tipos de empreendedorismo
Pseudo-empreendedores: são aqueles que têm seu emprego, receiam sair para assumir integralmente um negócio, mas passam períodos arquitetando a criação de um empreendimento, sem nunca ter coragem de fazê-lo com total dedicação. Alguns nunca o concretizam. Outros, o concretizam como um "bico", apenas como um complemento de renda.
Empreendedorismo corporativo ou interno: caracterizado pelos funcionários que trabalham como se a empresa fosse sua, com inteireza. Têm visão, paixão, senso de oportunidade e, em contrapartida, não estão expostos a todas as intempéries do mercado, pois têm o arrimo de uma proteção organizacional. Nem todos os empreendedores corporativos conseguem empreender um negócio próprio.
Empregado: É o perfil contrário do empreendedor corporativo. Este sempre existirá, por conta da diversidade necessária de perfis numa organização, mas são notórias as exigências para que boa parte dos empregados tradicionais tornem-se empreendedores corporativos. E, indubitavelmente, serão estes mais valorizados e que encontrarão espaço para crescer nas organizações. Na fila dos desempregados, estarão aqueles que fazem apenas o que lhes é pago para fazer, "o batedor de ponto".
|