BRASÍLIA - O Banco Central determinou ontem a liquidação do Banco Santos, que estava sob intervenção desde novembro do ano passado. Na prática, isso significa que todos os bens da instituição financeira serão vendidos para o pagamento dos credores.
"Tendo em vista o comprometimento da situação econômica-financeira da instituição, a infringência às normas que regem a atividade e, ainda, a inviabilidade de normalização dos negócios da empresa, a existência de passivo a descoberto e a situação demonstrada no relatório do interventor (...) resolve decretar a liqüidação extrajudicial do Banco Santos S.A.", diz a nota do Banco Central.
A liqüidação não tem prazo para acabar e pode demorar anos. As negociações entre o controlador do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, e os credores, o que hoje é improvável, não surtiram efeito, e a única saída que sobrou foi a liqüidação. O rombo estimado da instituição supera R$ 2 bilhões.
Muitos credores correm o risco de perder tudo. Logo após a intervenção realizada pelo BC no banco, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determinou que os CDBs da instituição nas carteiras de fundos de investimento fossem registrados a valor zero. Ou seja, viraram pó.
Na média, de acordo com avaliação dos consultores contratados por Edemar, a perda dos credores seria de 50% a 60% caso o banco fosse capitalizado e voltasse a operar. Na liquidação extrajudicial, dizem, a média das perdas seria ainda maior. O liqüidante do Banco Santos será Vanio Cesar Pickler Aguiar, que já era o interventor da instituição.
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