Sucesso de 1992 a 1997, o Projeto Seis e Meia trouxe ao Recife artistas jamais vistos na cidade, em apresentações que marcaram época. Em 2003, voltou com um piloto no mês de dezembro e no ano seguinte conseguiu permanecer em cartaz por sete meses seguidos. Amanhã, volta ao Teatro do Parque, com patrocínio do Funcultura e da Chesf, o projeto que conseguiu ganhar fama e público com uma fórmula simples: ingresso a preço acessível e duas atrações por noite (uma local e outra nacional). No horário que dá nome ao projeto, abre a noite a pernambucana Nena Queiroga, que apresenta canções de autoria própria, e, na ala dos nacionais, o instrumentista Gereba com participação especial da intérprete Ná Ozzetti.
Em primeira instância, os artistas que reabrem o Projeto Seis e Meia não são conhecidos do grande público. Mas, com currículo extenso, Gereba e Ná Ozzetti são antigos conhecidos da música brasileira. Gereba, violonista, arranjador e compositor, participou de diversos projetos com nomes famosos, como Caetano Veloso e Jards Macalé. Teve ainda composições gravadas por Elizeth Cardoso, Beth Carvalho, Fagner e Paulo Moura, entre outros. Desde 1996, Gereba compartilha suas apresentações com outros artistas, num projeto batizado de Serenata na Umes Gereba Convida, que até 2002 recebeu apoio do Fundo Nacional de Cultura, e chegou a receber mais de 60 convidados. Para o Recife, ele traz a paulistana Ná Ozzetti, dona de uma voz inconfundível, e vencedora de dois Prêmios Sharp e do Festival da Música Brasileira, promovido pela Rede Globo, em 2002.
O show de Gereba e Ná Ozzetti será dividido em duas partes. Na primeira, Gereba, sozinho no palco, homenageia Luiz Gonzaga e Antônio Conselheiro, este último, com um cordel escrito pelo próprio líder religioso, intitulado Monte Santo. "Nas poucas vezes em que estive com o Rei do Baião, ele gostava que eu solasse no violão as suas canções", conta o instrumentista, emendado que vai mostrar esses solos para o público do Seis e Meia. "Convido a todos para entoar as conhecidas músicas deLuiz Gonzaga comigo". O músico antecipa que encerrará o show com uma gravação de 1985, na voz de Luiz Gonzaga, contanto o calote que levou na compra de uma sanfona.
Ná Ozzetti, que se apresenta pela primeira vez no Recife, entra em cena num segundo momento, acompanhada pelo violão de Gereba e cantando clássicos da MPB. "São sambas canções das décadas de 1940 e 1950, de compositores consagrados como Dorival Caymmi, Herivelto Martins, Maysa e Ary Barroso", adianta a cantora que confessa admiração pela música pernambucana.
Nena Queiroga abre a noite e antecipa as comemorações dos 25 anos de carreira. "Já estou pensando no show comemorativo que vou fazer em agosto. Amanhã mostro uma parte, cantando composições minhas em parceria com André Rio", diz Nena que participa do projeto Seis e Meia pela terceira vez.
O projeto Seis e Meia segue até novembro, toda quinta-feira e anuncia para a próxima semana Jorge Mautner e Lula Cortes com a banda Má Companhia.
Serviço
Projeto Seis e Meia
Gereba, Ná Ozzetti e Nena Queiroga
Quando: amanhã, às 18h30
Onde: Teatro do Parque (Rua do Hospício, 81, Boa Vista)
Quanto: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia)
|