O delegado titular de Prazeres, Joel Venâncio, afirmou ontem que o carro do ex-deputado federal Francisco Ricardo Heráclio do Rêgo, 40 anos, acusado de ter atirado em duas pessoas no dia 28 de abril, não foi baleado por policiais militares no estacionamento do Shopping Guararapes, desmentindo a versão inicial divulgada pela família do ex-parlamentar. Segundo o delegado, os cerca de 30 minutos de vídeo gravados pelo sistema de segurança do Shopping Guararapes não mostram nenhum tiroteio ou agressão física por parte da PM contra o ex-parlamentar, cujo carro foi encontrado no local com 12 perfurações de bala.
"As imagens são claras. Quando Ricardo chegou no estacionamento ele saiu do carro e a Polícia apareceu. Os policiais mandaram ele se deitar e o revistaram", afirmou. Venâncio ainda não ouviu o depoimento do suspeito, que está internado no Hospital Santa Joana, sob custódia de PMs do 13º Batalhão. Ricardo Heráclio já recebeu alta médica do neurologista, mas sua família, no entanto, disse que ele ainda será submetido a uma bateria de exames, já que vem se queixando de surdez no ouvido esquerdo.
O ex-deputado foi autuado por atirar contra o auxiliar de serviços gerais Gilson dos Santos Sena, 21, e o vendedor José Ermenegildo da Silva, 22, na avenida Barreto de Menezes, em Prazeres. Ele também foi autuado por porte ilegal de arma. As imagens do sistema de segurança do shopping contradizem a versão contada pela família do suspeito, na manhã seguinte ao crime, de que os PMs teriam atirado. Ontem, um primo de Ricardo Heráclio, o empresário João Regueira, afirmou que os tiros, na verdade, foram efetuados por Gilson e José Ermenegildo e que Heráclio apenas se defendeu. O delegado disse que pretende ouvir as duas vítimas do crime assim que Ricardo Heráclio prestar depoimento.
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