Em uma operação realizada na Paraíba, agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Pernambuco conseguiram prender, na noite da última segunda-feira, dois estrangeiros acusados de planejar e executar o seqüestro da comerciante Janeide Cosme, 26 anos, no município de Lajedo no dia 27 de fevereiro e solta 14 dias depois em Goiana, após o pagamento de um resgate de R$ 90 mil. Além do seqüestro da comerciante, o português José Fernandes de Oliveira Pontes, 49, e o paraguaio Mário Enciso Bernardino Jimenez, 32, podem estar envolvidos em crimes ocorridos em outros estados e em países como Estados Unidos, Paraguai e Portugal. O GOE mantém contatos com o FBI e a Interpol para identificar se os dois são procurados fora do Brasil.
Para efetuar a operação, o GOE mobilizou 17 agentes em quatro viaturas, que chegaram ao esconderijo de José Fernandes - no conjunto Ernesto Geisel, em João Pessoa - por volta das 20h, seguindo depois para o município do Conde, distante 18 km da capital paraibana, onde prenderam o paraguaio. Junto aos acusados, os policiais apreenderam uma espingarda calibre 22 mm e uma pistola 765, além de uma caminhonete Mazda e dois carros modelo Gol. As buscas do GOE chegaram a ser interrompidas pela abordagem de uma viatura da PM paraibana (que não havia sido comunicada da operação).
Segundo o delegado do GOE, Antônio Barros, os estrangeiros confessaram que participaram do seqüestro de Janeide. "Eles ajudaram a planejar e chegaram a ficar com a vítima em alguns dos três cativeiros", explicou. O delegado revelou também que os dois confirmaram o envolvimento do namorado da vítima, Jeferson da Silva Vasconcelos, 24, no crime. Jeferson e mais dois acusados - Fabiano Ferreira da Silva, 24, e Everaldo Frutuoso da Silva, 44 - já haviam sido presos no início de março, totalizando cinco integrantes da quadrilha detidos. A Polícia procura agora outras quatro pessoas que faziam parte do bando e estão foragidas. Entre os procurados, há um outro paraguaio que teria cumprido pena junto com Jimenezem seu país.
Foragido - José Fernandes afirmou ter nacionalidade brasileira e vivido por muitos anos em Portugal. "Apesar dele negar, acreditamos que seja mesmo português por causa de seu sotaque", revelou Barros. O acusado também morou nos Estados Unidos, onde negociava petróleo, e seria suspeito de ter cometido crimes contra o sistema financeiro. Mesmo com as prisões, o GOE ainda não conseguiu recuperar o dinheiro do resgate. Jimenez e Fernandes revelaram que utilizaram sua parte do resgate para saldar dívidas e que a maior parte dos R$ 90 mil estaria com o paraguaio foragido.
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