As famílias de Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão lembraram, à noite de ontem, os dois anos do assassinato das duas jovens, encontradas mortas no dia 13 de maio de 2003, num canavial no distrito de Camela, em Ipojuca. A missa em sufrágio da alma de Tarsila Gusmão foi celebrada pelo Frei Nunes na igreja do Convento de São Félix de Cantalice, dos Capuchinhos, no Pina e a celebração pela alma de Maria Eduarda ocorreu na igreja da Piedade, rezada pelo frei Alberto, pároco da igreja daquele bairro. Os locais foram os mesmos onde parentes e amigos se reuniram quando o Caso Serrambi completou um ano, e na mesma hora, 19h30.
Apesar dos dois anos passados desde o desaparecimento das duas adolescentes - na época ambas com 16 anos - amigos e familiares comemoram a possibilidade da Polícia Federal, à frente do caso desde 13 de dezembro de 2004, concluir o inquérito nos próximos dias. Para Antônio Dourado, pai de Maria Eduarda, "o Estado demonstrou incapacidade para uma solução. Espero que a Polícia Federal desvende o caso, cheio de crueldade". Ele também disse acreditar que o resultado será bem diferente do apresentado pela Polícia Civil. Também a mãe de Eduarda, Regina Lacerda, demonstrou confiança num desfecho diferente.
Sigilo - Para Alza Gusmão, mãe de Tarsila, "não existem novos fatos, a não ser que a Polícia Federal vai concluir o inquérito dentro de poucos dias". Ela disse ter ido à sede da Polícia Federal na sexta-feira passada, mas não obteve maiores informações, porque o inquérito corre sob sigilo de Justiça "e qualquer informação antecipada poderá atrapalhar as investiações". Ela não quis fazer qualquer prognóstico sobre a conclusão do inquérito em andamento na Polícia Federal.A investigação da Polícia Federal é conduzida pelo delegado Cláudio Joventino, que foi indicado pelo superintendente da PF em Pernambuco, Bergson Toledo.
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