Ao optar por substituições caseiras, do tipo secretários-executivos, o Palácio das Princesas tenta evitar que os cargos de secretário terminem sendo leiloados entre o PMDB, PFL e PSDB, partidos que formam a aliança. Isso evita maiores problemas políticos agora e num futuro próximo. Tudo em função da sucessão estadual de 2006, que vem aguçando a cada dia o apetite de candidatos e postulantes. Porém, mesmo com todo esse cuidado, a saída de José Arlindo, da Secretaria de Desenvolvimento Social, deixou evidente que, nesta reta final, os interesses políticos prevalecem sobre os ideais políticos, o que não deixa de ser também uma espécie de leilão. O desabafo do ex-secretário feito na segunda-feira, logo após o anúncio de sua saída do Governo, aponta claramente para isso: "a vez agora é dos políticos". José Arlindo tem uma boa folha de serviços prestados ao Governo Jarbas, mas tudo na vida tem princípio, meio e fim. E, em matéria de Governo, quando chega este final a única opção é sair. Para ser mais coerente, no entanto, José Arlindo não deveria aceitar ficar como assessor especial do Governo. Quando se decide deixar uma secretaria por discordar de uma orientação maior, deve-se sair por inteiro e não pela metade. A propósito, nesta reta final, o Palácio das Princesas também tem apelado para assessorias especiais, como alternativa para não deixar ex-auxiliares magoados. É uma generosidade que tem os seus custos.
Veneno As más linguas dizem que, além de perder gradativamente espaço dentro do Governo, o ex-secretário José Arlindo foi carinhosamente fritado em fogo brando pelos seus amigos palacianos.
Emoção Do outro lado, comentam que José Arlindo já sabia das mudanças nas prioridades do Governo, antes da reunião de quarta-feira à noite no Palácio. Muitos não entenderam a discussão dele com o secretário de Planejamento, Raul Henry, autor das mudanças. Foi a emoção, talvez.
Mais uma Na sessão especial, ontem, pelo Dia do Parlamento, o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, mandou exibir o episódio "Piquenique Legal", da série "A Turma do Plenarinho". No desenho animado, a garotada é alertada sobre o desempenho do Legislativo e que tipos de cobranças devem ser feitas.
Conta de luz Em junho, quando entram em vigor as novas alíquotas de cobrança do PIS/Cofins, a conta de energia da Celpe deve subir mais 9%. Embora se queixe agora do peso dos impostos sobre as tarifas, em 2004 quando muitos segmentos protestaram contra as novas alíquotas, o setor elétrico silenciou.
Cassação A expectativa hoje é sobre a cassação ou não de André Luiz (sem partido), por falta de decoro. O deputado carioca foi acusado de envolvimento no episódio Carlinhos Cachoeira e Waldomiro Diniz, no ano passado. André Luiz enviou carta com apelos para todos os deputados.
Títulos O TSE começa a divulgar a partir do dia 31 deste mês, a relação com os nomes e os números de inscrição dos eleitores que terão seus títulos cancelados, por ausência aos três últimos pleitos, sem justificativas. Em Pernambuco, serão cancelados mais de 46 mil títulos.
Federação Responsável pela política de desenvolvimento urbano no Estado, a secretária Terezinha Nunes, diz que a distribuição dos recursos no País inviabiliza a Federação. "A União fica com 60% da arrecadação, os estados com 27% e os municípios com 13%. Como a Constituição transferiu para estados e municípios muitas atribuições da União, esta situação tem tudo para não acabar bem".
Legislativo Para Marco Maciel, a comissão especial do Senado, instalada ontem, para reforma do Regimento Interno, se insere no contexto de modernização dos três poderes da República. "Os primeiros passos foram dados com a reforma do Judiciário. Agora é preciso melhorar o desempenho do Legislativo", afirma o senador, que integra a comissão.
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