O liquidante da Admed, Djair de Souza Farias, admitiu ontem, em audiência na Defensoria Pública do Estado, que a operadora caminha para a autofalência. Segundo ele, a empresa não possui bens em volume suficiente para pagar os débitos com os trabalhadores e prestadores de serviços. Somente o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Sindhospe) apresentou uma dívida já auditada no valor de R$ 15 milhões, além dos débitos com os médicos, e o passivo trabalhista avaliado em R$ 3 milhões incluindo o Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS). Farias vai enviar relatório à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) detalhando a situação da empresa e recomendando o pedido de falência à Justiça.
Diante da situação pré-falimentar, o presidente do Sindhospe, Mardônio Quintas, sugeriu ao liquidante que levantasse os bens que a empresa possui nos 19 centros médicos, laboratório e centro odontológico, para pagar as dívidas com os prestadores de serviços. "Somos os segundos credores em volume de recursos e queremos receber os serviços prestados aos usuários da Admed", afirma. O vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Mário Lins, vai pedir ao Departamento Jurídico uma avaliação do caso para tomar as medidas jurídicas. "Os médicos não podem ficar no prejuízo".
O quadro traçado ontem pelo liquidante da Admed, Djair de Souza Farias, na Defensoria Pública, é crítico. Ele informou aos representantes dos credores (hospitais e médicos) que não há previsão de pagamento e que não existe recursos em caixa. Segundo Farias, o único bem da Admed é um prédio próprio, que não será suficiente para pagar a dívida trabalhista. "Não temos como atender aos credores. Caminhamos para a autofalência", afirma. Ele disse que fará um relato da situação à ANS para que seja pedido em juízo a falência da operadora.
A defensora pública, Cristina Sakaki, pediu uma avaliação do setor jurídico sobre a situação da Admed para avaliar quais as medidas poderão ser tomadas no caso de falência da empresa.
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