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Preços aumentam 6,98% nos supermercados em abril
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Cesta básica de produtos calculada pela Apes passou a custar R$ 48,06 |
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Opreço da cesta básica de 22 produtos pesquisada pela Associação Pernambucana de Supermercados (Apes) apresentou alta de 1,96% em abril, em relação ao mês anterior. Com a variação, o valor da cesta passou de R$ 47,14 para R$ 48,06. Já no comparativo com abril de 2004, o aumento nos preços chegou a 6,98%.
O presidente da Apes, Geraldo José da Silva, destaca que nenhum produto apresentou redução de preços em abril, enquanto outros dez ficaram estáveis e 12 registraram alta. As maiores elevações foram observados para biscoitos de categoria popular (6,14%), feijão carioca tipo 1 (5,76%), café moído (5,10%), macarrão comum (4,85%), espaguete vitaminado (4,38%), vinagre (4,62%) e manteiga (4,19%).
"Estamos observando uma tendência de aumento nos preços dos alimentos desde o início do ano. Em janeiro, a pesquisa apontou uma variação de 0,64% na cesta, no mês seguinte essa variação subiu para 0,87% e em março chegou a casa de um ponto percentual (1,06%)", detalha Silva. Na avaliação do presidente da Apes, a escalada dos preços deve prosseguir nos próximos meses. "Só nesses primeiros dias de maio, o feijão tipo 1, por exemplo, já apresenta alta entre 6% e 8%, com o valor do quilo atingindo R$ 2,84", observa.
Tendência - A estimativa da Apes é que produtos derivados de trigo, como massas e biscoitos, mantenham a tendência de alta registrada em abril. "Mesmo com a elevação de preços que já aparece em abril, alguns fornecedores ainda não tinham repassado o aumento no valor da farinha de trigo para os produtos. No caso do pão, esse reajuste é assimilado mais rapidamente", compara.
O pão francês sofreu reajuste entre 10% e 12% no início de abril para compensar a alta de 20% no preço da farinha de trigo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), o reajuste era necessário para cobrir o aumento de cerca de 15% nos preços do produto importado da Argentina. Já a Associação Brasileira da Indústria de Massas (Abima) previa um aumento entre 9% e 12% nos preços de massas e biscoitos.
O presidente da Apes defende que os reajustes nos preços é resultado de oscilações do mercado e da falta de um estoque regulador que diminua o impacto de problemas climáticos e quebra de safra.
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