Os deputados da Comissão de Energia da Assembléia Legislativa entregam amanhã à ministra Dilma Rousseff um documento com novas alternativas para tentar reduzir o índice da revisão tarifária da Celpe. A principal sugestão é a de baixar temporariamente o preço do megawatt comercializado pela Termopernambuco, que atualmente é de R$ 137,00, para que o contrato entre a térmica e a Celpe seja reestudado.
O texto do documento será finalizado hoje. A idéia é apresentá-lo também aos representantes da Previ e da BBI, acionistas da Termope em conjunto com a espanhola Iberdrola. "As sugestões serão apresentadas com base em informações colhidas nos últimos dias, como o de que a térmica compra energia no mercado livre a R$ 18,00", explicou o presidente da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), Jayme Asfora, que participa da redação do documento.
O presidente da Comissão de Energia, Sérgio Leite, viaja a Brasília no início da noite. Para ele, é preciso tentar todos os meios negociáveis para tentar reduzir o reajuste. Ontem, o deputado foi ao Operador Nacional do Sistema (ONS) acompanhado de representantes da ONG Ilumina e da ABC Energia solicitar informações sobre a geração da Termopernambuco desde o início de seu funcionamento, em maio do ano passado.
O superintendente da Termope, João Pimentel, explicou que, por contrato, a térmica tem que pagar à Petrobras pelo menos 70% do gás demandado todos os meses, mesmo quando não há produto suficiente. Ele confirmou que a térmica adquire energia no mercado livre, mas além dos R$ 18,00 há outros custos, como os de amortização da planta. Pimentel disse ainda que seria possível reduzir o valor do megawatt produzido desde que se diminuísse o limite mínimo de compra do gás junto à Petrobras ou baixasse o valor do produto, que hoje é de R$ 0,30 o metro cúbico.
|