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Furgão bom de custo e benefício
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Ducato ganha novo motor, visual e versões com maior capacidade de carga |
Ana Braga Enviada especial |
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Sete Lagoas (MG) - Apostando que pode aumentar a fatia no bolo de veículos comerciais leves - até porque 63% do transporte no mercado interno do Brasil é feito em rodovias -, a Fiat lança o novo Ducato, em versões para cargas e passageiros. O furgão, que é líder no País com a participação de 25,3%, aparece com novo motor, visual, maior capacidade de carga e embreagem hidráulica. A fábrica, uma joint venture entre a Fiat Automóveis e Iveco Mercosul, instalada na cidade mineira de Sete Lagoas, desembolsou R$ 100 milhões neste Ducato.
O novo motor do furgão é o 2.8 Unijet Turbo Diesel (JTD) ou common rail, eletrônico, que gerencia sozinho informações para otimizar o desempenho. De acordo com a engenharia, o motor recebeu softwares específicos e componentes mecânicos suficientes para constituir um conjunto econômico, potente e de boa durabilidade. O 2.8 JTD tem sistema de autogerenciamento e injeção com uma única bomba, que introduz o combustível em altíssima pressão. As vantagens disto, segundo a fábrica, aparecem no torque (30,6 kgm de torque a 1.800 rpm), na potência (gera 127 cavalos a 3.600 rpm, 24 cavalos a mais que o anterior), no menor consumo de combustível e no nível de ruído satisfatório, comprovado no test drive da reportagem.
Nada de firulas ou detalhes gratuitos no visual do novo Ducato. O designer italiano Giorgetto Giugiaro, junto com o Centro Stilo Fiat Auto, deu ao furgão cara de robusto e soluções meramente funcionais. A dianteira está totalmente diferente da anterior, com novo conjunto óptico de faróis bi-parábola e nova grade. O interior traz outro painel, com novo quadro de instrumentos (conta-giros, indicador de temperatura da água e do nível de combustível, além de luzes que avisam o motorista de qualquer anormalidade mecânica). Na parte inferior do quadro, há um display digital com trip computer (relógio, quilometragem, indicação de manutenção).
Os controles ficam ao alcance da mão do motorista - especialmente a alavanca de câmbio. No painel central também há um nicho para acomodar otacógrafo digital e um porta-rotas (para quem trabalha com roteiros). O interior conta ainda com novos tecidos de revestimento dos bancos, diferenciando as versões de carga e passageiros.
O Ducato tem agora três opções de entre-eixos. O maior, de 3.700 milímetros, adotado nas versões Maxi Cargo e Multi, é, literalmente, a grande novidade. Combinada ao teto alto (2.450 mm), resulta em um vão de carga de 12 metros cúbicos. Aliás, a Multi, oferecida também com entre-eixos de 3.200 mm e teto baixo, pode ser empregada tanto para levar carga quanto para transportar passageiros. O cliente tem a possibilidade de alterar a configuração do interior: transporte escolar, ambulância, logística e turismo, por exemplo.
Versões - Além da Maxi Cargo e Multi, há as versões Cargo, Longo, Multi (teto baixo ou alto), Minibus e Combinato. Os preços vão de R$ 67.200 a R$ 75.800.
Outra novidade do Ducato é a embreagem hidráulica. O componente deixa de fato o pedal leve e colabora com o nível de ruído tolerável no habitáculo.Por aposentar o cabo, esta embreagem dispensa regulagem e elimina o risco de rompimento do antigo modelo - isto pode significar menor custo de manutenção.
São de série no furgão os freios dianteiros e traseiros a disco, pré-disposição para rádio, alternador de 120 A, porta lateral corrediça do lado do passageiro, acendedor de cigarro, chave desmodrômica tipo canivete e Fiat Code, que ajuda à segurança contra roubo do veículo. Entre os opcionais, estão o ABS nos freios, air bag para motorista, ar-condicionado, regulagem de altura do banco do motorista, retrovisores elétricos, faróis de neblina, vidros e travas elétricos, vidro traseiro térmico, proteção para o vão de carga e tacógrafo eletrônico.
Ficha técnica
Ducato 2006
Motor 2.8 JTD eletrônico
Potência - 127 cavalos a 3.600 rpm
Torque - 30,6 kgm a 1.800 rpm
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