Quatro cursos em Pernambuco obtiveram nota máxima no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), um dos processos do novo sistema que substituiu o Provão como modelo de avaliação do Ensino Superior em todo o País. Enfermagem e Terapia Ocupacional, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Educação Física na Universidade de Pernambuco (UPE) e Odontologia na Faculdade de Odontologia de Caruaru tiveram o conceito 5, considerado o mais alto no exame. A prova foi aplicada no dia 7 de novembro do ano passado, pelo Ministério da Educação (MEC), com 2.950 alunos pernambucanos e 156 mil do Brasil inteiro, em 13 cursos de graduação escolhidos.
O Enade teve a participação de amostragens de estudantes desses 13 cursos. Uma parte era formada por alunos considerados ingressantes, no final do primeiro ano do curso, enquanto a outra era só de concluintes, no último ano. Os cursos escolhidos para o primeiro ano da nova avaliação foram Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia. A prova era formada por 10 questões de Formação Geral e 30 de Componentes Específicos de cada área.
Odontologia - Na UFPE, que teve dez cursos avaliados, três tiveram conceitos 4 (Educação Física, Farmácia e Fonoaudiologia), dois ficaram com 3 (Fisioterapia e Medicina), dois receberam conceito 2 (Nutrição e Serviço Social), enquanto apenas Odontologia obteve 1. Nas demais instituições do Estado, cinco cursos atingiram o conceito 4, três ficaram com conceito 3, outros três com conceito 2 e um com conceito 1 (Medicina, na UPE).
No Brasil todo, dos 2.184 cursos avaliados, 1.427 receberam conceitos. O restante ficou de fora principalmente por não ter concluintes ainda. Apenas 10,5%, ou 150 cursos, alcançaram o conceito 5. Os conceitos 3, com 565 cursos, e 4, com 564, considerados intermediários, concentraram a maior parte das avaliações, um total de 39,5% desse total. Já os conceitos mais baixos abrangeram menos cursos. Ao todo, 33, ou 2,6%, tiraram a média 1, a mais baixa, enquanto 115 (8%) ficaram com 2.
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