No filme Robôs, da Fox, e no jogo da Vivendi Universal, os robôs não estão à prova com os humanos. Dessa vez, pelo menos, eles defendem seus direitos de ser e existir como robôs perante a própria raça. Não querem ser tratados como sucatas, odeiam sentir os parafusos soltos, se orgulham da lataria que carregam, temem por peças que não se encaixam, lutam contra o ferro-velho e mais: desejam continuar criando outras espécies.
O personagem principal, Rodney Lataria, é um robô jovem, humilde e idealista, e tem um dom para inventar máquinas. Ele cria Wonderbot, um robozinho que passa a ajudá-lo na sua tarefa de lavar pratos. Sonhando em conhecer seu ídolo, o Grande Soldador (outro personagem), Rodney deixa sua cidade, Rebites, e decide partir em uma viagem rumo a Robópolis. Porém, ao chegar na cidade, ele percebe que sua busca será mais difícil do que imaginava. Robópolis parece que está desmontando. Ele enfrenta situações que podem pôr em risco a própria existência da cidade habitada por robôs.
A mesma aventura do filme de animação da 20th Century Fox foi para o jogo que a Vivendi Universal está lançando para PCs. A diferença é uma só: em vez de ficar na platéia sofrendo e torcendo pelo simpático Rodney Lataria, o usuário pode entrar em cena. Melhor: viver na pele, ou melhor, na lata, a sina do herói.
No mundo de Robôs, os seres de lata nascem, crescem, ficam velhos e passam por reparos em oficinas de funilaria e pintura. O problema é que em Robópolis, um certo Dom Aço quer acabar com todos os robôs ultrapassados, transformando-os em matéria-prima para peças novas.
O executivo sem escrúpulos quer vender essas peças por preços muito mais altos, impedindo que os robôs pobres possam ser consertados. É nessa hora que o usuário do jogo entra em ação. Ele assume o papel de Rodney e fica no comando de toda a ação. Para evitar que seus companheiros não virem sucata, por exemplo, muitas vezes Rodney terá que cruzar a cidade em alta velocidade.
Sorte que ele pode contar com um sistema de transporte rápido, uma das atrações da engenharia do software. Em outas situações, Rodney precisará adquirir peças de máquinas e curiosas engenhocas pelos arredores de Robópolis, para depois utilizá-las contra os inimigos. E quando consegue salvar um amigo enferrujado, solucionando um quebra-cabeça ou vencendo um inimigo utilizando suas armas de sucata, o jogador acumula up-grades. Cada up-grade garante novas habilidades e oferece outras funções para que ele consiga vencer o maléfico Dom Aço.
Apesar da sofisticação da engine, Robôs é um jogo fácil e absolutamente interativo. Isso, combinado com a mais alta tecnologia de animação, faz com o que o jogador muitas vezes se confunda com os seres que são quase gente, de carne e osso.
Saiba mais
Os robôs têm estrutura cerebral positrônica formada por circuitos semicondutores, que transmitem as informações processadas na placa-mãe, feita de silício, aos equipamentos responsáveis pelas funções do robô. Sua estrutura é atômica, de ferro, e não molecular, como as estruturas orgânicas. A maioria dos robôs é feita para uma função específica, mas existe uma minoria que é composta de um cérebro positrônico mais bem elaborado, podendo desenvolver várias atividades.
Para rodar
Windows 98SE/2000/XP
Pentium 3 ou AMD Athlon de 1.0 GHz,
256 Mb de RAM (512 recomendados)
Disco rígido de 1 Gb
Placa de vídeo 3D de 64 Mb (128 Mb recomendados)
Placa NVidia GeForce, ATI Radeon ou equivalente
Placa de som compatível com DirectX 9.0
CD-Rom 4x
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