Ser feliz é, certamente, o objetivo principal da grande maioria das pessoas. Mas o que é felicidade? Como nos sentimos felizes? Este assunto é desenvolvido, no livro Felicidade, por diálogos entre quatro amigos: Leila (professora universitária e jornalista freelance), Otto (economista liberal bem-sucedido), Alex (filósofo e roteirista de documentários) e Melo (historiador e desempregado). Discorre-se sobre a interessante influência da civilização, que restringe os comportamentos instintivos, sobre a felicidade. Debatem-se, também, algumas formas de felicidade: tranqüilidade espiritual, acumulação de bens materiais e aprimoramento intelectual e moral. Conclui-se que, em regra, as pessoas associam felicidade a um estado final que se possa adquirir, ter. Ao contrário, ela é uma atividade, "algo que se cultiva e se constrói, algo que, por alguns momentos, se conquista e se desfruta, que é fonte de contentamento, mas que está sempre a exigir de nós empenho e amor, sempre recomeçando outra vez". A felicidade, portanto, tem de ser concebida com algum sentido de inesgotável realização (realizar a ação).
Giannetti, Eduardo, Companhia das Letras, 2002.
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