BRASÍLIA - Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional a uma taxa média de 7% ao ano. Juros reais de 4% e taxa anual de desemprego em 6%. Essas são algumas das metas consideradas como visionárias pela Confederação Nacional da Indústria para serem alcançadas pelo País nos próximos dez anos, até 2015. Reunidos em um mapa estratégico, os indicadores são considerados essenciais para tornar a indústria nacional forte e competitiva no mercado mundial. O mapa foi lançado ontem na sede da CNI e entregue aos ministros do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, e da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos.
O documento, elaborado nos últimos seis meses por empresários e organizações industrias, expressa a contribuição do setor para o Governo, ao mesmo tempo em que servirá como cartilha de cobranças futuras, que tem como pressuposto uma urgente mudança no regime tributário para o segmento.
"Hoje o Estado drena pesadamente os recursos da iniciativa privada com uma tributação excessiva, taxas de juros extravagantes, crédito inacessível, sem falar de uma deficiente infra-estrutura. O mapa parte do princípio de que a complexidade da estrutura econômica nacional exige estratégias diferenciadas", disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.
Segundo ele, o Brasil é o único país no Mundo a tributar o empresário antes do início da produção. Monteiro explicou que a partir de agora o setor terá o que cobrar claramente do Governo, já que preparou um documento que indica as necessidades urgentes para os próximos anos.
"Iremos acompanhar periodicamente a evolução dos objetivos, indicadores, metas e programas de ação", avisou. O ministro Furlan observou que o Governo sozinho é impotente para resolver todos os problemas do País e que a agenda elaborada pelo setor produtivo mostra a importância de se trabalhar conjuntamente. "Se conseguirmos retirar alguns entraves nacionais, nossas empresas irão ocupar espaço no mercado mundial", ressaltou o ministro.
Já o ministro de Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, ressaltou aimportância de o Brasil passar a resgatar a sistemática de planejamento estratégico. "Entendo que esse mapa inaugura uma nova etapa de relação entre o empresariado e o Governo". Segundo ele, 72% dos recursos do Ministério foram direcionados para política industrial.
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