SALVADOR - As entidades empresariais brasileiras que pedem um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas estão confiantes na aprovação pelo Congresso Nacional, até o final deste ano, de uma lei ampla que facilite a abertura e a manutenção dos pequenos empreendimentos, que representam 99% do total de empresas do País e são responsáveis por 60% dos empregos. A idéia central defendida ontem, em Salvador, por líderes empresariais do Nordeste no lançamento regional da Frente Empresarial pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas que reuniu mais de 400 empresários, é fazer valer as promessas dos políticos em uma área vital para a abertura de novos postos de trabalho.
"Precisamos envolver os empresários e a sociedade para criar as condições para aprovação da lei no Congresso até o final deste ano", destacou o deputado federal e presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, também coordenador da Frente Empresarial. Por se tratar de uma proposta de lei complementar que inclui matéria tributária, elasó pode ser apresentada pelo Executivo. A lei geral pretende contribuir para redução da burocracia, simplificação de procedimentos, facilitação nas áreas de previdência, legislação trabalhista, acesso ao crédito, redução da carga tributária para diminuir a informalidade, aumentar as exportações e ajudar no crescimento da economia.
As lideranças empresariais acreditam no apoio de Severino Cavalcanti à causa das micro empresas. Consideram que ele pode ter um papel importante como na derrubada da medida provisória 232, que aumentava os impostos das prestadoras de serviços. "Severino é simpático a idéia como antigo militante do setor, mesmo antes de chegar a presidência da Câmara e com certeza vai contribuir para aprovação da lei", disse Montero Neto. O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, ressaltou a importância da mobilização política para apressar a aprovação da lei.
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