JOÃO PESSOA - Tempos modernos. O Honda Fit surge como o principal inimigo de um posto de combustível. O carro, na versão 1.4, faz uma média de 14 Km/l na cidade e 17 Km/l na estrada. Números que, por enquanto, dispensam o uso do álcool. Na Honda ninguém fala em carro bicombustível. O monovolume compacto por fora e grande por dentro, é sucesso de vendas. Com o motor 1.4 a Honda fez tudo certo, lançou bem o veículo e duas versões: LX e LXL. No 1.5, os japoneses colocaram um molho a mais.
A Honda promoveu diferenças entre o motor 1.4 de 80 cv e 11,8 Kgfm a 2.800 rpm para o 1.5 de 105 cv com torque de 14,2 Kgfm a 4.800 rpm. De início, demora um pouco para perceber o tamanho da mudança, até o indicador de consumo é próximo, 12 Km/l na cidade para o 1.5. Claro que 25 cavalos a mais de força é sinal de esperteza. Principalmente nas retomadas e ultrapassagens, onde o Fit 1.4 apanha um pouquinho.
Com o câmbio automático CVT (transmissão de comando variável) o dono do Fit 1.5 se diverte na rua, é muito melhor dirigi-lonesta opção. O condutor ainda pode optar pelo modo esportivo, na letra S, e garantir uma melhor pegada. Na versão 1.4, o motor menor tem que fazer um esforcinho extra para assegurar uma melhor retomada nas ultrapassagens, mas nada que o LXL não faça.
A versão EX, nome de batismo do Fit completo, avaliada por Carro em João Pessoa, PB, é honesta quanto aos mimos de série aplicados no japonês que é feito em Sumaré, SP. ABS e bolsas de ar contemplam o motorista com segurança. O Fit por dentro é enorme, vamos considerá-lo assim. Isso porque o manejo que esconde parcialmente ou integralmente o assento traseiro bipartido é genial.
A primeira versão completa vale R$ 52 mil enquanto a topo de linha 1.5 sai por R$ 55 mil. Custo que vale a diferença?
Se o dono do carro for apressadinho, com certeza. O propulsor 1.5 é valente e somente isso porque quando comparado ao 1.4 o comportamento dinâmico dos automóveis é igual. Suspensão dianteira com McPherson e traseira de eixo com barra de torção estão em pé de igualdade coma estabilidade. O conjunto trabalha em harmonia, o que falta mesmo é um melhor preenchimento da caixa de rodas. Aro 14 não combina, porém a Honda justifica a opção pelo conforto. O 15 deixaria o carro menos confortável. No Honda Fit cinco passageiros vão com comodidade.
No Fit não perca tempo preocupado com o sistema de injeção de combustível multiponto programada PGM-FI (Programmed Fuel Injection). Ou muito menos do câmbio automático de comando variável, sem solavancos. Curta o carro. O 1.5 traz a abertura automática da tampa de combustível associada a trava das portas.
Pingo no i - A diferença visual entre os dois automóveis é o pingo do i. No logotipo da tampa traseira, a bolinha é azul para a grife VTEC e vermelho no 1.4. Por dentro, o volante foi revestido em couro, a espaço do painel que inclui o toca CD, base da alavanca da marcha e maçanetas ganhou adornos aluminizados. O espaço reservado a quinquilharias no painel (tampa do porta CD) foi fechado.
Ergonomicamente correto, o Fit destaca uma excelenteposição ao volante com todos os comandos próximos. O campo de visão frontal do motorista é nota dez, o do pára-brisa traseiro nem tanto. O porta-malas comporta 355 litros e o tanque de combustível 42 l.
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