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Edição de Quarta-Feira, 30 de Março de 2005 
Vida Urbana | CPRH apura se Porto pode causar odor no Capibaribe
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VIDA URBANA
CPRH apura se Porto pode causar odor no Capibaribe
Obras de dragagem, iniciadas há 15 dias, vão passar por vistoria técnica
A Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) fará uma vistoria no Porto do Recife para verificar a possibilidade das obras iniciadas no local terem relação com o mau cheiro exalado do rio Capibaribe. O odor vem sendo motivo de reclamação constante dos moradores vizinhos ao manancial desde a última semana. Segundo o diretor de controle ambiental da CPRH, Geraldo Miranda, um técnico da agência irá ao Porto hoje para agendar a visita. Ele informou que, por enquanto, a justificativa mais provável é resultado de três fatos: baixa de vazão do rio, altas temperaturas e despejo de esgoto sem tratamento nas águas.

  As obras de dragagem no Porto tiveram início no último dia 15, pouco antes das queixas da população sobre o odor do rio surgirem. O serviço permitirá a retirada de 427,6 mil metros quadrados de sedimentos, aumentando a profundidade do terminal açucareiro de 8,30 para 10 metros. Miranda ressaltou que o trabalho recebeu a licença da agência com o compromisso de retirar o detrito com uma balsa e encaminhá-lo a um local adequado. "Não consigo imaginar relação pois o material é retirado e colocado no mar. Só se houvesse um acidente, os detritos poderiam afetar o rio. Mas vamos nos assegurar", disse. Ele informou que a hipótese foi repassada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

  As obras do Porto, orçadas em R$ 3,7 milhões, serão realizadas pela empresa Galvão Engenharia em duas etapas. O diretor de controle ambiental esclareceu que o rio está enfrentando o período de mais baixa vazão por causa do verão e que a bacia está passando por uma estiagem. "Ainda não choveu na bacia do Capibaribe e com as altas temperaturas o teor de oxigênio no rio diminui, aumentando o cheiro do esgoto", afirmou. Ele ressaltou que o esgoto é proveniente de ligações clandestinas, de casas como palafitas que jogam diretamente e de falhas no sistema de saneamento da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A agência fez uma vistoria no percurso do rio, na Zona Oeste da cidade, e não identificou outras possibilidades.

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