De nome complicado - alopecia androgenênica ou androgenética - a calvície feminina traz constrangimentos e mexe na auto-estima das portadoras do mal. A perda crescente dos fios de cabelos nas mulheres pode estar relacionada a fatores hormonais ou genéticos. Segundo especialistas, situações como menopausa, gravidez e uso de anticoncepcionais podem acentuar ou contribuir para o problema.
A tendência à calvice nas mulheres começa a ser registrada logo após a puberdade com o início da produção dos hormônios sexuais. Todo o processo é resultado da ação de uma enzima que age sobre o hormônio testoterona, o que acaba gerando o DHT (dihidrotosterona). É justamente o DHT que interfere nos folículos pilosos, provocando a escassez dos fios.
O padrão da calvície feminina é diferente da masculina. Na mulher não há registro de entradas na região frontal da cabeça. A queda de cabelos geralmente acontece na parte de trás, na região central. Segundo o dermatologista Emannuel França, muitas vezes a mulher não sabe que sofre de alopecia. No início há uma perda no volume e o crescimento dos fios é mais lento. Em estágio mais avançado é possível notar o contorno da cabeça através do cabelo, que torna-se fino, frágil e quebradiço.
Estudos indicam que uma em cada cinco mulheres pode desenvolver a alopecia durante sua vida. O diagnóstico envolve um grande número de testes laboratoriais como: dosagem de testosterona livre, ferro, tireóide, prolactina e hormônio folículo estimulante. "Já existem medicamentos que podem resolver o problema. Quanto mais cedo o diagnóstico melhor", explica França.
A cirurgia é indicada quando a alopecia já comprometeu uma grande extensão do couro cabeludo.
Serviço
Emannuel França - 3301-1404
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