No final do século XIX e durante os 100 anos seguintes, a forma de morar e de construir foi redefinida. O primeiro movimento organizado com a finalidade de criar objetos que tornassem a casa uma extensão da galeria de arte, o Art Nouveau, oferecia formas da natureza e um desenho sinuoso. A evolução desse desejo, o Art Déco, mostrou mobiliário e edifícios com menos adereços, obedecendo a critérios de uma geometria quase pura. O ápice do minimalismo foi atingido com a Bauhaus (1926), na Alemanha. A assinatura dos artistas se tornava importante, a partir de então. Peças fantásticas, que incitavam o desejo consumista mesmo em época de crise tinham nome: Le Corbusier, Mies Van Der Rohe ou Marcel Breuer. Conheça os principais traços dessas peças.
 Art Déco investia no geometrismo quase puro, sem deixar o clássico de lado. Fotos: Hélder Tavares/Especial para o DIARIO. | Art Nouveau - A funcionalidade como lei básica nos primeiros anos de revolução industrial serviram para deixar o século XIX sem uma cara definida. Os marceneiros e artistas ligados às artes aplicadas eram acusados de copiar a tradição clássica O inglês William Moris contestava esse padrão com a justificativa de que a arte deveria estar integrada à vida cotidiana: vasos, talheres ou mesmo uma moldura de espelho seriam mais elegantes com formas sinuosas e remissões à natureza.
Art Déco - A proposta era romper com os conceitos do movimento anterior, que preconizava um estilo de fabricar quase artesanal. A sociedade industrializada precisava de uma casa mais racional e compacta. Surgia o móvel, as artes e a arquitetura baseados nos princípios do cubismo sem abandonar de todo o clássico. As bordas arredondadas, os frisos verticais e materiais que modernizavam o aspecto dos ambientes chegavam em luminárias e esculturas com figuras alongadas.
 Poltrona Bolla segue os princípios do Modernismo. | Modernismo - O mundo em crise, nos anos de 1930, precisava inventar formas inovadoras para incentivar o consumo. "Os criadores elegeram o átomo e a aerodinâmica como temas para o new look ", orienta a empresária Marilu Machado. Johnson, na década de 40, assina a Casa de Vidro; nos 50s, o Seagram Building, ao lado de Mies. Os anos 50 seapresentam pelo expressionismo abstrato, e os 60 viram sua releitura, mais gráfica e simples. Os 70 abrem portas para o branco e vidro. Dos 80 em diante, só deu Philippe Starck, que hoje divide atenções com o novo pop star do design: Karim Rashid.
 Chippendale tem os pés como diferencial. | Chippendale -Esse é o nome do marceneiro inglês do século XVIII, criador de móveis que se baseavam nos modelos góticos, chineses e clássicos franceses. As pernas curvas, terminando em patas com garras ou bolas, e os encostos vazados das cadeiras foram copiados tanto na Europa quanto no Brasil durante os 1800/1900. (P.R.)
Agradecimentos
Fábio Benevides - 3466.7381 GA Galeria - 3326.6657 Novo Projeto - 3466.2859 Fragmentos do Tempo - 3326.8229 Old Style - 3325.1546 n Fontes de pesquisa - Almanaque Abril/97, Dicionário Aurélio.
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