Integrantes da Organização da Luta no Campo (OLC) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Pernambuco (Fetraf-PE) ocuparam ontem duas propriedades localizadas no município de Bonito, a 137 quilômetros do Recife. Cerca de 150 famílias invadiram o Engenho Jardim, com aproximadamente 750 hectares, e outras 100 ficaram na Fazenda Águas Compridas, de 600 hectares. Segundo a OLC, todas as pessoas são oriundas de Bonito. As ações ocorreram pela manhã e deram início a Jornada de Luta pela Terra, operação que tem como meta ocupar 50 propriedades em Pernambuco até o final de abril, acampando cerca de seis mil famílias de trabalhadores rurais.
Segundo a coordenação dos movimentos, o Engenho Jardim estava improdutivo há cerca de seis anos e a Fazenda Águas Compridas, há quatro anos. "As famílias não moram por lá e as ocupações foram tranquilas. Talvez ocorra conflito a partir de segunda", disse João Santos, presidente da Fetraf. Ele informou que a Jornada estava sendo programada há algumas semanaspara começar na segunda quinzena de março. "Vamos continuar ocupando para garantir terra às famílias. Esse ano será quente porque o Governo Federal não cumpriu com as metas e não podemos mais esperar", afirmou.
O presidente da Fetraf informou que prédios públicos, como bancos e a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, também serão ocupados como forma de pressionar. O coordenador da OLC, Wilton Silva, afirmou que cerca de 30 mil famílias vivem embaixo de lonas enquanto aguardam serem assentadas no Estado. Segundo Silva, a única alternativa para os trabalhadores é a unificação da luta pela reforma agrária através dos movimentos sociais.
As fazendas foram ocupadas por integrantes da OLC e Fetraf-PE, dois movimentos que iniciam Jornada de Luta
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