Quando no País se fala em evitar apagões - um desastre para os processos industriais e o conforto das pessoas -, toca-se no que fazer de imediato para que a oferta de energia se adiante de forma segura em relação à demanda respectiva. No domínio da hidroeletricidade, a distância média que vai do projeto na prancheta ao acionamento das chaves de partida para a distribuição elétrica é de seis anos, um pouco mais aqui, um pouco menos acolá, de conformidade com a característica de cada projeto.
Estamos neste caso. Há sobre o assunto duas vertentes: de um lado, o Governo a afirmar que inexiste risco de apagões e que, ainda assim, toma providências oportunas e devidas para que se acrescente a potência elétrica do País; de outro lado, os empresários um tanto incrédulos com o que ouvem na propaganda governamental, ansiosos para que programas como o das Parcerias Público-Privadas entrem de imediato em operação, para que de fato não venha a faltar a energia elétrica necessária a sustentar os respectivos investimentos.
Não é de hoje que o País vive a gargalos como o que se observa agora no quanto da geração de energia elétrica e respectiva transmissão e distribuição. Nunca trabalhamos com sobras elásticas de energia elétrica, sempre sofremos a ameaça implícita ou declarada de escassez de eletricidade. Em compensação, olhando o mapa das nossas quedas d'água intactas sobretudo no setentrião amazônico, a situação energética nacional é confortável em termos convencionais. A matriz energética brasileira, diferentemente do que ocorre a inúmeros países é uma matriz limpa. Ela é integrada, majoritariamente, da energia elétrica de origem hidráulica. É enorme, por outro lado, o potencial para o aproveitamento de duas fontes de energia renovável, a do sol e a dos ventos. País situado sob os trópicos, dispõe portanto de sol abundante e uma extensa margem costeira batida por ventos oceânicos. Os levantamentos e experiências feitos igualmente ao longo do rio S. Francisco prenunciam a disponibilidade de significativas reservas de força motriz natural.
Para que tenhamos idéia do que nos aguarda nesse domínio, o potencial eólico nordestino iguala o dobro da produção (ou da capacidade) atual da usina de Itaipu. E, por falar na gigantesca obra binacional, se a área alagada de Itaipu - calculada em 170 quilômetros quadrados - pudesse ser recoberta de coletores solares, teríamos condições de produzir o equivalente à metade de todo o consumo de energia elétrica do País.
Os números são impressionantes e servem para nos deixar esperançosos da implementação de políticas alternativas para a proveitosa administração dessas jazidas energéticas colossais.
A questão brasileira se resume em saber se amanhã seremos capazes de administrar, com eficácia, o rico pecúlio energético representado sobretudo pela força das águas acumuladas, pelo calor do sol reutilizado pelas células fotovoltaicas e pelos moinhos de vento nada quixotescos que começam a ser espalhados, já, nos litorais do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, no vale do S. Francisco e costas do Rio Grande do Sul, sem desprezar a contribuição das biomassas, o biodiesel e - queira-se ou não - a energia oriunda do átomo.
Só que a energia do sol e dos ventos poderia ser definida como a matéria-prima que não precisa ser produzida, refinada e nem queimada: aqui, a natureza fornece o produto pronto e acabado, bastando-nos transformá-lo em energia elétrica 100% limpa.
A energia do sol e dos ventos poderia ser definida como a matéria-prima que não precisa ser produzida, refinada e nem queimada
Frases
A indústria de heroína no Afeganistão é um problema sério. Cometemos um erro ao deixar de focar o país após a retirada das tropas soviéticas, em 1989. Condoleeza Rice, secretária de Estado dos EUA, durante a sua visita ao Afeganistão
A política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem por objetivo oferecer satisfação ideológica interna. Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique, reprovando política externa do atual governo
A renúncia é um ato unilateral. As razões que ele invocou foram aceitas pelo TRE. Ele alegou motivo de foro íntimo e de saúde. Carlos Moraes, desembargador do TRE, justificando a renúncia do vice-presidente do Tribunal, desembargador Dário Rocha
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