A sorte começou a virar o rosto ao técnico Adilson Batista, ontem, ainda no vestiário da Ilha do Retiro, quando o zagueiro Leo Oliveira foi vetado pelo departamento médico do clube. Mas o clássico ele começou a perder bem antes, na hora de escalar a equipe. Ao decidir entrar com Leanderson e Ramalho, na cabeça-de-área, e Cleisson mais adiantado, na meia, o treinador rubro-negro optou por uma formação menos ofensiva, que ele já havia testado na rodada anterior, contra o Serrano, e não deu certo. Ao prescindir do habilidoso meia Lúcio, que poderia fazer a diferença sobre os volantes adversários, e insistir no erro, Adilson foi decisivo para o andamento da partida. Permitiu que o Santa, mais entrosado e sem improvisações, jogasse à vontade na Ilha do Retiro. O pênalti cometido pelo reserva Dão sobre Paulinho - e convertido por Zada - foi só uma conseqüência. Com o time atrás no marcador, Adilson Batista resolveu fazer o mea culpa: voltou para o segundo tempo com Lúcio na equipe. A movimentação do Sport foi outra. Mas com um homem a menos - Dão havia sido expulso no lance do pênalti - as tentativas rubro-negras foram todas frustradas. E olhe que o time ainda criou algumas boas oportunidades. Mas o resultado do clássico foi incontestável. O Santa Cruz agora ficou muito próximo de conquistar direto o título da temporada. Quanto ao Sport, a situação ficou mais difícil. Sobretudo porque o time rubro-negro chega à próxima rodada, para enfrentar o Itacuruba, sem quatro titulares. O emprego de Adilson Batista também está ameaçado.
Na bola Apesar da tradicional rivalidade entre as equipes e do nervosismo do clássico, o jogo de ontem, na Ilha, foi franco e sem lances desleais (a dúvida é quanto a cotovelada de Ramalho em Carlinhos). Bom para o público que viu o placar final ser construído "na bola".
Amistoso Se preparando para disputar a Série A2 do Estadual, que tem início no dia 3 de abril, o Centro Limoeirense disputou um amistoso, sábado, contra a seleção de Tracunhaém. E venceu a partida por 1 x 0, com um gol de Márcio. O projeto é voltar para a elite do Pernambucano em 2006.
Emburrado - juntas O volante Cleisson chegou ao gramado da Ilha do Retiro, antes do clássico de ontem, com cara de poucos amigos. Dizem que foi pelo fato de o treinador Adilson Batista tê-lo escalado para jogar mais adiantado, longe de sua posição original na cabeça-de-área.
Tem mais - Mas Cleisson não é o primeiro a ficar contrariado por conta das alterações "táticas" que o treinador Adilson Batista promove de vez em quanto na equipe. O meia Lúcio (foto), que ontem entrou só no segundo tempo, também não estaria nada satisfeito em ficar tanto tempo na reserva. Com razão, aliás.
Bocão Sandro deu uma declaração para a TV Globo afirmando que só havia tomado o cartão amarelo no clássico por causa do goleiro Maizena, que o alertou sobre a possibilidade quando o zagueirão contestava uma falta marcada pelo árbitro. Ele só não disse na TV que tentou "apitar" a partida desde que a bola rolou.
Quadra nova Cerca de 400 pessoas marcaram presença na última sexta-feira, em Goiana, para ver um amistoso entre os times femininos de vôlei de Náutico 1 x 3 Unicap. A partida, prestigiada por autoridades locais, marcou a inauguração da quadra poliesportiva do Colégio Sagrada Família.
Em dobro Está certo que a torcida do Santa Cruz andava prometendo fazer a festa na Ilha do Retiro. Mas cantar parabéns (com direito ao é pique, é pique...) pelo centenário do Sport, durante o intervalo da partida, foi demais. Com o time perdendo por 1 x 0, o castigo foi dobrado para os rubro-negros.
Abuso É impressionante a quantidade de pessoas que têm acesso aos estádios com credenciais de imprensa em dias de jogos importantes. Mas o mais curioso mesmo é que boa parte dessa gente fica à beira do gramado sem fazer absolutamente nada, apenas como torcedores de luxo.
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