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Atualizado em 27|02|2005 
Revista da TV | Nostalgia
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Revista da TV
Nostalgia
A Cabana do Pai Tomás
Em 1969, às 19h, estreava A Cabana do Pai Tomás (Globo), adaptação feita por Hedy Maia, do romance homônimo de Harriel Beecher Stowe. A história chegou a ter cinco roteiristas, entre eles o ator Sérgio Cardoso, que teve a idéia de adaptar o romance para a TV. Mas os últimos capítulos foram escritos por Walther Negrão, que transformou a trama num bang-bang. Foi dirigida por Fábio Sabag, Daniel Filho, Walther Campos e Régis Cardoso.

  A trama abordava a luta política, social e econômica entre escravos e latifundiários do sul do Estados Unidos, à época da Guerra da Secessão, tomando por base a vida do velho escravo pai Tomás (Sérgio Cardoso) e de sua mulher, Tia Cloé (Ruth de Souza). Ele era um escravo negro de bom coração, que passava de mão em mão, enfrentando senhores de engenho cruéis.

  Sérgio Cardoso foi contratado pela Globo para viver o papel (contra a vontade de Glória Magadan, a supervisora de novelas da emissora na época) tendo de pintar o corpo, usar peruca e rolhas no nariz. Porém, o personagem criou alguns problemas para o ator: antes da estréia, muita gente criticou o fato de a TV estar usando um ator branco para viver o papel de um negro. O ator fazia ainda mais dois papéis, que não existiam no romance original: Mister Dimitrius, um galã parecido com Clark Gable, e o presidente norte-americano Abraham Lincoln.

  A novela era uma superprodução paulista da Globo, que chegou a congelar um rio no município de Poá para obedecer à narrativa. Um barco do século passado foi inteiramente reconstruído para navegar pelo Rio São Francisco, imitando as barcaças do Rio Mississipi. Dois novos estúdios foram montados em São Paulo, mas um incêndio, duas semanas antes da estréia, destruiu a emissora. Então, todas as produções paulistas foram transferidas para a sede da Globo no Rio, causando com isso um enorme transtorno que atingiu até a autora das 20h, Janete Clair, que precisou esticar a novela Rosa Rebelde.

  Com Edney Giovenazzi, Paulo Goulart, Eloísa Mafalda.

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