O destino de muitos gambás, corujas, tatus e outros animais silvestres que aparecem perambulando pelas ruas de São Paulo é a fazenda de Juca de Oliveira, em Itabira, no interior do estado. Lá, onde mora há 25 anos com a mulher e a filha, o ator se dedica a escrever seus roteiros para teatro e contribuir para a preservação de espécies animais e vegetais. Tanto quanto a vontade de recontar um episódio pouco conhecido da história do País, o gosto de viver integrado à natureza serviu de estímulo para que aceitasse interpretar o engenheiro Collier em Mad Maria, e se sentisse em casa nos dois meses que passou gravando na Amazônia. "Ficar tanto tempo dentro da selva é uma chance rara", diz Juca. "Eu sempre lembrava às pessoas que estávamos no paraíso terrestre, com poluição zero".
 Juca de Oliveira passou dois meses gravando Mad Maria na Amazônia e voltou impressionado com a beleza da região. Foto: Renato Rocha Miranda/TV Globo. | Juca aproveitou cada minuto que passou embrenhado no mato, e foi o ator que mais conversou com os cerca de 400 figurantes, moradores de Rondônia - o que lhe conferiu a fama de ator mais simpático da equipe. "Foi uma experiência muito rica conhecer descendentes de trabalhadores da ferrovia. Aquela é uma população triste, porque vive em função de um símbolo que não existe mais".
Segundo o ator, nos próximos capítulos o público perceberá que Collier não é tão insensível quanto parece: em Porto Velho, longe do dia-a-dia do acampamento, ele se mostrará condoído com as mortes de tantos trabalhadores: "O Collier revelará seus sentimentos à medida que for se relacionando com o Finnegan (Fábio Assunção). A cada perda, no fundo, ele sofre muito", acredita.
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