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Diversão para os adeptos de games
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Simulador econômico mais conhecido do Mundo, Locomotion está de volta com a mesma disposição de sempre |
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Chris Sawyer é, sem dúvida, um dos nomes mais conhecidos do mundo dos games. Para quem ainda não sabe, ele é o criador da franquia Tycoon, um dos gerenciadores econômicos mais conhecidos e divertidos já lançados. Seu último jogo, o Chris Sawyer's Locomotion, sucessor de Transport Tycoon, apesar de não ser lá muito diferente das edições anteriores do game, ainda consegue manter a mesma diversão de sempre.
O jogador assume o papel de um poderoso magnata do ramo dos transportes durante o século XX, que precisa lutar pelo controle das rotas de trens, automóveis, navios e aviões. Para quem não é veterano no Tycoon, antes de começar o jogo, é bom ler atentamente o manual para saber como é o esquema de ligar cidades e empresas. Isso porque cada um desses locais tem necessidades diferentes e cabe ao dono das redes de transporte atendê-los.
Por exemplo, entre cidades, uma das rotas mais importantes é a de transporte de passageiros, mas não é a única. Muitas vezes, vai ser preciso ligar uma fazenda a uma cidade para abastecê-la com alimentos. Entre usinas e indústrias, por exemplo, é bom observar uma série de fatores: elas precisam escoar o que estão produzindo e, além disso, as empresas precisam de matérias-primas para produzir.
Além disso, existem transportes para cada tipo de produto. É possível carregar desde cartas de correio a metal e pessoas. Os custos de manutenção dos veículos e os lucros obtidos pelos serviços variam muito dependendo do que está sendo transportado. E mais: é preciso ficar atento à idade dos veículos. De vez em quando é preciso renovar a frota, caso contrário, os gastos com a manutenção ficarão altos demais.
Como diz o clichê, nem tudo são flores. O maior pecado do jogo é a jogabilidade. Frustrante é o mínimo que se poderia dizer. Na hora de construir as rotas, por exemplo, é preciso escolher peça por peça. Além de ser cansativo quando a via é muito longa, é difícil calcular perfeitamente quando é necessário construir uma curva mais acentuada ou uma ponte. Com isso não se assuste se você precisar desmanchar trechos enormes de uma ferrovia que custou milhões, por causa de um trilho no lugar errado.
Mas não é só isso que prejudica as ações de Chris Sawyer's Locomotion. Gerenciar as rotas criadas por você não é tarefa fácil, principalmente no começo. Os comandos não são lógicos e vai levar um tempo até você se acostumar com eles.
E dependendo do mapa que se escolhe para jogar, a quantidade de cidades, indústrias, elevações, vales muda bastante. Com isso, a complexidade das obras podem aumentar consideravelmente. São tantos elementos que não é difícil ficar perdido no meio de tantas construções. Além disso, quando o mapa é gigante, é aconselhável salvar o jogo antes de tomar qualquer iniciativa para não perder rios de dinheiro por causa de um empreendimento equivocado.
Os gráficos do jogo são bonitos, mas com certeza perdem para a maioria dos games de estratégia de hoje em dia. A sensação de que está faltando algo é constante. Além de poucas cores, as únicas coisas que se movem são os veículos e as fumaças das fábricas, mesmo quando o zoom está o mais próximo possível. Mas, nem por isso, eles são feios, muito pelo contrário. As músicas são meio chatinhas e, às vezes, é melhor deixar o som desligado.
No fim das contas, apesar de todos os deslizes, o game Chris Sawyer's Locomotion consegue ser divertido. Ah! Antes de acabar é bom saber que Chris Sawyer's Locomotion tem uma grande vantagem sobre os jogos atuais: não exige uma configuração poderosa de PC para ser jogado com perfeição (Da redação do Correio).
Para rodar
Requisitos mínimos
Windows 98/Me/2000/XP
Pentium II 500 MHz
128MB de RAM
85MB livre no HD
Teclado e Mouse
Preço sugerido
R$ 99,00
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