O ex-deputado Geraldo Magela (PT-DF) será um dos prováveis beneficiados pela reforma que está sendo desenhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo. Há dois anos longe dos holofotes, o candidato petista ao governo do Distrito Federal derrotado em 2002 deve assumir a presidência do Banco Popular, uma subsidiária do Banco do Brasil voltada à liberação de crédito para a população de baixa renda. Funcionário do banco, ele já aceitou o cargo e deve tomar posse até o fim de fevereiro.
Magela recebeu convite há quatro meses do próprio Lula, segundo relato de petistas. Mas ainda há um conflito a ser resolvido antes da posse: o que fazer com o atual presidente do órgão, Ivan Guimarães. Ligado ao secretário nacional de Finanças do PT, Delúbio Soares, ele está no comando do Banco Popular desde a criação da instituição, em fevereiro do ano passado. O órgão foi idealizado para atender os chamados sem-banco, ou seja, a parcela da população com renda de até três salários mínimos que nunca teve acesso a uma conta bancária. Paulista, o atual presidente do órgão tem experiência na área. Ivan Guimarães foi secretário do Trabalho do DF e diretor do BRB (Banco de Brasília) entre 1995 e 1998, durante a gestão de Cristovam Buarque (PT). Ele ajudou a implementar o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), que liberava crédito, com juros baixos, para a população de baixa renda abrir negócio próprio. Em 2002, Guimarães trabalhou com Delúbio como tesoureiro da campanha de Lula.
O convite foi confirmado por um integrante do Palácio do Planalto. Desde que perdeu as eleições em 2002, Magela decidira não aceitar nenhum cargo até o julgamento dos recursos, do PT e do Ministério Público Eleitoral, contra a diplomação do governador Joaquim Roriz (PMDB) e da vice, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em agosto, o tribunal considerou improcedente a ação do Ministério Público.
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