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Juiz quebra sigilo bancário de delegado
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Manoel Canto, a namorada e mais cinco pessoas estão sob investigação |
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O juiz Joaquim Pereira Lafayette Neto, no exercício da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital, determinou, ontem, a quebra de sigilo bancário e telefônico do delegado Manoel Canto da Silva Filho, de sua namorada Tatiana Matos Barros, além de Antônio Fernando de Paula Rocha, Antônio Augusto Correia Soares, Luiz Antônio de Medeiros e Ítalo José de Sá Carvalho. O juiz atendeu o pedido do delegado Roberto Bruto, que apura a acusação de extorsão envolvendo o delegado Manoel Canto. Também ampliou o prazo para conclusão do inquérito policial. Atendendo a pedido do promotor, o juiz estendeu a quebra de sigilo bancário a Josival Bezerra de Melo, que não tinha sido apontado pelo delegado.
Bruto pedira mais trinta dias para concluir as investigações e disse, ontem à noite, que dentro desse prazo deveria receber as informações dos bancos, como tem ocorrido em outros casos, permitindo que possa chegar a uma conclusão. O juiz Joaquim Lafayette ampliou o alcance das quebras de sigilo a Josival Bezerra de Melo, assinalando que embora não tenha integrado a equipe policial do delegado acusado, nem conheça os envolvidos na suposta transação, cedeu sua conta bancária, cuja quebra de sigilo foi determinada à Caixa Econômica Federal.
Pela decisão do juiz Joaquim Lafayette, a Superintendência do Banco Central do Brasil em Pernambuco será oficiada para que informe os números das contas bancárias pertencentes ao citados no processo e as respectivas instituições bancárias. Deverão ser repassadas à Polícia os relatórios e extratos detalhados de toda a movimentação ocorrida no período de 25 de outubro a 11 deste mês.
As operadoras de telefonia móvel celular e convencional em Pernambuco terão que identificar as linhas telefônicas cadastradas em nome do delegado Manoel Canto e demais citados, fornecendo o registro ou conta detalhada de todas as chamadas efetuadas e recebidas pelos respectivos terminais no mesmo período da quebra de sigilo bancário.
Quadrilha - Manoel Canto está sendo investigado por corrupção passiva, acusado de negociar R$ 500 mil com os advogados Adriana Gigliolli de Oliveira e Marcus Vinícius Costa para liberar três acusados de integrar a quadrilha especializada em assaltos a prédios de luxo, presa pelo delegado em São Paulo, no início de novembro passado. O Delegado Roberto Bruto disse, ontem à noite, que não tinha conhecimento oficial da decisão do juiz, com o qual tentou conversar por três vezes, sem sucesso. Tinha apenas cópia do decisão do Ministério Público, que se posicionara pelo atendimento de seus pedidos.
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