|
|
|
IOR investe em tecnologia de ponta
|
Transplantes de córneas foram realizados em 200 pacientes, com órgãos vindos dos EUA |
|
 |
A preocupação do Instituto de Olhos do Recife (IOR) com o diagnóstico precoce das patologias da visão e com o tratamento mais eficaz é evidenciado com os investimentos da instituição em tecnologia. O IOR possui equipamentos únicos na região, como o OCT III (Ocular Coherent Tomograph), aparelho capaz de mapear as camadas do olho e identificar as alterações, recentemente adquirido por R$ 70 mil.
Os que mais se beneficiam com o OCT III são os portadores de glaucoma (enfermidade ocular crônica, que afeta o nervo óptico), que será a maior causa de cegueira evitável do século XXI. Isso porque a patologia não apresenta sintomas na fase inicial. "Quando o paciente nota a diminuição da visão é porque já está em estado avançado", explica o chefe do departamento de Glaucoma do IOR, Roberto Galvão. O OCT III, entre outras coisas, faz a medição da espessura da camada nervosa da retina e identificação do glaucoma. Todo paciente que for ao oftalmologista, por qualquer motivo, deve exigir a medição da pressão intra-ocular,que é a principal causa do glaucoma, recomendou Galvão.
O OCT III permite diagnosticar também precocemente a degeneração macular relacionada à idade do tipo exudativa, patologia retiniana que é uma das principais causas de cegueira entre os maiores de 65 anos em todo Mundo. Essa enfermidade consiste na perda da área central da retina (chamada mácula), com extravasamento de sangue e lipídios. A alta definição de imagem do OCT III possibilita melhor visualização da membrana sub-retiniana que se forma nesses casos, além da área de extravasamento.
"Diagnosticado o DMRI exudativo, nós temos o tratamento mais recente para esta patologia, que é a terapia fotodinâmica, afirmou o chefe do Departamento de Patologias de Vítreo/Retina, Durval Valença. Nesse procedimento, o paciente recebe uma injeção intra-venosa de virudyne (substância ativa) e, após 15 minutos, é aplicado um laser frio para tentar destruir a membrana.
O OCT III presta informações valiosas para o diagnóstico e acompanhamento de outras patologiasretinianas e nos processos inflamatórios chamados uveítes.
Outro aparelho de tecnologia que ajuda a detectar um grande número de patologias é o perímetro automatizado. Ele identifica, do ponto de vista funcional, patologias inerentes à retina, ao nervo óptico e várias doenças sistêmicas.
Transplantes - O Transplante de Córneas também é destaque no IOR. Desde 1996, quando começou a ser realizado, aproximadamente 200 pacientes já foram operados. "Neste ano, queremos ampliar a divulgação da possibilidade de importação de córneas. Temos convênio com o banco de órgãos de San Diego, Estados Unidos, que nos permite transportar córneas para o Brasil. O custo não é tão alto diante da importância do procedimento", afirmou o responsável pelo setor de transplante e aplicação de anel intra-estromal, Guilherme de la Santa.
O IOR possui os departamentos: Angiofluoresceinografia, Retinografia e Indocianina Verde; Aparelho Lacrimal; Biometria; Campimetria; Cirurgia Refrativa; Ecografia A e B; Eletro-fisiologia Ocular;Estrabismo; Laser Argônio Verde e ND-Yag; Lentes de Contato; Microscopia Especular; Neuro-oftalmologia; PAM; OCT; Oftalmo-pediatria; Ortóptica; Paquimetria; PDT; Plástica; Prótese; Topografia Corneana; Uveítes; e Visão Subnormal.
|
 |
 |
|
|