Pernambuco fechou 2004 na liderança do ranking nacional de adulteração do álcool combustível. No acumulado do ano passado, 19,6% do produto verificado nos postos do Estado continham alguma irregularidade. Das 572 amostras analisadas pelos técnicos do Laboratório de Combustíveis (LAC) da UFPE entre janeiro e dezembro, 112 apresentaram problemas.
Os dados são do Boletim de Qualidade dos Combustíveis, divulgado ontem pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em segundo lugar ficou o Rio de Janeiro, com 16% de não-conformidade, e em terceiro o Rio Grande do Norte, com 13%. De acordoa ANP, parte dos problemas observados no produto pode ser causada durante a produção ou armazenamento.
Mas um volume significativo das não-conformidades apuradas mês passado refere-se a teores alcoólicos fora da especificação. As irregularidades são ocasionadas provavelmente pela adição de água ao combustíve. O resultado observado em Pernambuco em 2004 foi bastante impactado pelos resultados de novembro e dezembro.
Em novembro,44,9% das amostras analisadas estavam com problema. Mês passado, a não-conformidade foi verificada em 34% das amostras. Nos dois meses, o Estado ficou em primeiro lugar no ranking de adulteração do álcool. A direção do Sindicato das Revendas do Estado (Sindicombustíveis/PE) defende um maior monitoramento da cadeia por parte da ANP e da Secretaria da Fazenda.
Gasolina - Já na gasolina, Pernambuco ficou com a quarta colocação geral em 2004, com 4,7% de adulteração, atrás de São Paulo (11,3%), Alagoas (7%) e Rio de Janeiro (6%). Das 3.546 amostras analisadas no ano pelos técnicos do LAC, 165 apresentaram problemas. Em dezembro, o índice ficou em 3,8%, o quinto mais alto do País. Mas foi menor que a média nacional, de 4,5%.
No caso do óleo diesel, o índice de não-conformidade no passado foi de 5,8%. Os técnicos analisaram 1.101 amostras. Destas, 64 apresentaram irregularidades. Com esse resultado, o Estado ficou em terceiro lugar no ranking nacional, atrás apenas de Minas Gerais (19,2%) e de São Paulo (7,2%).Em dezembro, o índice foi de 8,7%, o segundo mais alto do País.
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