Em almoço realizado ontem na sede do Correio Braziliense, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, voltou a defender os fundamentos da política econômica e fez questão de insistir na questão do superávit primário - que é a diferença entre receitas e despesas, sem contar o pagamento de juros. "Não me venham falar em mexer no superávit primário. Não vai ter moleza. Isso é algo que eu preciso deixar claro. Se eu fraquejar amanhã nisso, acabou", afirmou o ministro.
Apesar do rigor no tratamento das contas públicas, Palocci aponta movimentos positivos do Governo também na área social - como a desoneração de impostos da cesta básica, a eliminação de taxas bancárias que deram acesso ao crédito a mais de 4 milhões de pessoas e a recuperação dos empregos e da renda. "Por causa desse conjunto de ações, já há um quadro de melhoria na redução das desigualdades, que vai ser captado daqui a um ano, um ano e meio", avalia. O ministro aproveitou a visita para conhecer as novas instalações da redação do Correio, que serão inauguradas em janeiro.
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