A tradicional bateria de exames, também chamada de check-up, está sendo cada vez mais direcionada ao perfil do paciente. Essa tendência é verificada principalmente entre as pessoas que têm um histórico de doenças na família. Segundo o clínico e cardiologista, Sérgio Mendes, orientador do Hospital Oswaldo Cruz, os exames preventivos podem ser necessários até em crianças. "O check-up independe do grupo etário. Uma criança que tenha um pai com colesterol alto deve se submeter a exames", explicou.
O objetivo, segundo o médico, é fazer com que sejam avaliados o perfil e os riscos de cada pessoa para o desenvolvimento de alguns males. As mulheres que têm casos de câncer de mama na família devem fazer uma ultrassonografia mamária uma vez por ano, a partir dos 30 anos. De acordo com o cardiologista, quem perdeu o pai, vítima de infarto antes dos 55 anos e a mãe antes dos 65 anos, deve tomar um cuidado maior com os exames preventivos. "É o que a gente chama de doença em primeiro grau precoce, que tem grandes chancesde ser desenvolvida por parentes em primeiro grau", explicou Mendes.
A mudança no perfil do check-up é a consolidação, segundo os médicos, de uma medicina baseada em evidências. "Os exames precisam ser oferecidos de acordo com os risco a que cada pessoa está exposta. Para os que têm alguém na família com problema de coração, o teste de esteira é acrescido", afirma o médico. Segundo os especialistas há quatro tipos de exames preventivos, que podem ser capazes de livrar o paciente de um futuro câncer: o papanicolau, a mamografia, o exame de próstata e a endoscopia digestiva.
Para quem está fora dos grupos de risco, o ideal é fazer os exames preventivos a partir dos 30 anos. Os testes mais comuns para quem se submete a um check-up são: eletrocardiograma e os exames de sangue para verificar o nível de colesterol, triglicerídios, glicemia, entre outros.
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