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Vampiros à solta em Bloodlines
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Game utiliza as regras de um tradicional RPG, permitindo a criação de criaturas e clãs em que estão inseridas |
Marcelo Oliveira Especial para o DIARIO |
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O mais novo jogo da Activision, Vampire The Masquerade: Bloodlines, utiliza-se do mesmo motor de jogo que o recém-lançado Half-Life 2 e, embora Bloodlines seja mais pesado, não é tão bonito e detalhado quanto o HL2. Utilizando as regras de um tradicional RPG, o game permite a criação de um vampiro, seu desenvolvimento e a realização de missões a mando do seu clã.
Na história, duas seitas de vampiros travam uma eterna batalha: Camarilla e Sabá. A primeira age à surdina, com muitas regras e tradições, e tenta arranjar seu lugar na sociedade, convivendo com os humanos; a segunda quer destruir a Camarilla e dominar todos os seres, ela não segue nenhuma regra ou tradição. Infelizmente, para os que gostam do "lado negro da força", não é possível jogar do lado do Sabá.
Existem sete clãs da seita Camarilla. Cada um deles tem suas características próprias: vampiros furtivos, sedutores, violentos que resolvem tudo na base do velho sopapo, vampiros mais grotescos e outros que fazem questão de ser parte da nata da sociedade. Enfim, tendo cada qual sua diferença, a história toma rumos diferentes para o clã escolhido.
Quando o personagem está com pouco sangue, porque foi atacado ou utilizou um ataque especial, ele precisa reabastecer. Isso não é tão difícil, pois logo se encontra algum cidadão incauto parado em algum lugar, pronto a "disponibilizar" o seu pescoço. Mas nem todos os vampiros bebem de qualquer lugar, alguns até vomitam se bebem de mendigos. Quando um vampiro está sugando a pessoa, ele precisa ter cuidado para não puxar até o fim. Embora isso não transforme a vítima em outro da sua espécie, se o matar, o vampiro perde pontos de humanidade.
Esse índice de humanidade é muito importante. Ele impede que seu personagem se transforme numa besta ensandecida e entre num frenesi, sem controle dos seus atos. Quando sua taxa de sangue estiver pequena e com muitos ferimentos, caso sua humanidade esteja baixa, o vampiro atacará a pessoa mais próxima, sem que você possa controlá-lo. E isso seria muito ruim se o ataqueocorresse num local cheio de inocentes. Nesse estado passageiro, sua força, vigor e raciocínio ganham mais potência.
Agora, o grande problema de Bloodlines é que ele é um jogo extremamente pesado, requerendo um mínimo de 384 MB de memória RAM, pra rodar bem em computadores menos robustos. Você até consegue rodar com menos memória, mas vai se cansar de esperar pra poder carregar as fases, os vídeos ficam cortando às vezes e os personagens parecem gaguejar em muitos momentos, além de dificultar na hora das lutas por conta de demoras impróprias. Ainda mais, os gráficos são bastante repetitivos, as animações são bem mecânicas e os cenários carecem muito de detalhes. Para um jogo que está utilizando a mesma estrutura do famoso Half-Life 2, era de se esperar um mínimo de bom senso nesse quesito, já que este é muito bem detalhado e não exige tanto assim.
A jogabilidade, apesar de tudo, é muito boa, permitindo o acesso fácil aos poderes vampirescos, assim como a trilha sonora, os efeitos e os diálogos. Incentivando o estilo RPG, o jogo dá liberdade de ação e vai apresentar finais diferentes, baseado nas suas escolhas, menos ou mais importantes.
marcelo@pernambuco.com
Para rodar
Windows 98/ME/2000/XP; Athlon de 1.2 GHz ou Pentium III equivalente; placa de vídeo 3D com 64 MB (128 MB); 3.3 GB de espaço livre em disco; 384 MB de memória RAM (512 MB se for XP/2000); Directx 9.0c (incluso), CD-Rom 4x, som, mouse e teclado
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