Os consumidores que deixaram as compras do Natal para a última hora tiveram que enfrentar uma verdadeira maratona no comércio. Nos três últimos dias que antecedem a festa, nem mesmo as 6 mil contratações temporárias se mostraram suficientes para atender a concentração de fluxo nas lojas. Filas, vendedores esbaforidos e o clima de caça para encontrar os últimos presentes desenharam o cenário do melhor Natal dos últimos três anos para o varejo.
"O consumidor está mais destemido em comprar, em função da estabilidade do emprego e das boas notícias da economia", avalia Alberto Aragão, diretor comercial da rede de confecções Tribus. "Com sete lojas no Grande Recife, a empresa aposta num incremento de 105 nas vendas deste Natal, na comparação com o ano passado. "Só nos dois dias antes da festa, registramos um crescimento de 12% nas vendas", comemora.
Prevendo o aquecimento das vendas, a Tribus incrementou o estoque em 3 mil peças. "Em 2003 montamos um estoque com 22 mil itens e esse ano ampliamos para 25 mil", compara o empresário. Os preparativos para o período natalino também incluíram as contratações temporárias, que chegaram a 50% do atual quadro de funcionários. "Ampliamos a nossa equipe de vendedores para 90 pessoas", diz.
O segmento infantil também comemora o seu quinhão nas vendas do comércio. A rede de brinquedos Ri Happy aposta numa expansão de 30% nas vendas em relação ao Natal 2003. "Estamos contabilizando um fluxo diário de 6 mil clientes na loja", calcula o gerente da unidade do Shopping Recife, Nélson Neves. Segundo ele, pelo menos 2 mil chegam a concretizar a compra.
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