"O Carnaval é uma data magna para a hotelaria do Recife". A tirar pela declaração do presidente do Recife Convention e Visitors Bureau, Danilo Pedrosa, feita na última semana, durante a apresentação do Carnaval Multicultural da cidade, donos de hotéis e pousadas da capital pernambucana esperam ansiosos a ocupação plena dos leitos nos dias de momo, mas com um senão: as vendas de última hora.
Depois de ter uma prémier em São Paulo para ser vendido principalmente ao trade daquele estado, o Carnaval Multicultural do Recife 2005 foi apresentado a empresários do setor de Pernambuco. A Prefeitura do Recife (PCR) vai repetir o mesmo modelo adotado desde 2001 com a descentralização do evento. A festa será distribuída em 42 pólos de animação, sendo oito no centro, oito em outros bairros e 26 polinhos criados por comunidades. A estimativa da PCR é investir R$ 13,5 milhões - mesmo valor deste ano. A prefeitura também espera captar junto a iniciativa privada cerca de R$ 3 milhões.
A expectativa de ocupação plena se confirma para boa parte dos hoteleiros do Recife e cidades vizinhas, mas às vésperas do Carnaval. "As tarifas terminam ficando mais baratas porque os pacotes não são vendidos com antecedência", observa Pedrosa.
Para o secretário de cultura do Recife, Roberto Peixe, o Carnaval Multicultural está a cada ano mais organizado, mas sem perder a característica da espontaneidade. "Este foi sentimento que passamos para agentes de viagens e a Imprensa de São Paulo. Acreditamos que assim podemos aumentar o fluxo de turistas e, consequentemente, antecipar a procura por hospedagem", aposta o secretário. Peixe destacou ainda que o Carnaval Multicultural não é "espetacular" como o do Rio de Janeiro nem "privatizado" como o de Salvador. "Estamos nos colocando como marca forte diante destas capitais". O secretário municipal de Turismo e Esportes, Romeu Baptista, afirma que o carnaval do Recife é um produto cultural mais durável do que os daquelas cidades.
Este ano, segundo o presidente da Associação da Indústria Hoteleira em Pernambuco (Abih-PE), Otávio Meira Lins, os 28 mil leitos foram ocupados, durante Carnaval. "A oferta para 2005 é a mesma, mas não recuperamos o tempo em que os pacotes eram vendidos com três meses de antecedência", diz Meira Lins. (A.B.)
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