O Escândalo da Mandioca ocorreu no período de 1979 a 1981, no município de Floresta, a 439 quilômetros do Recife. O esquema envolvia 26 pessoas, entre eles o ex-deputado Vital Novaes e o ex-major José Ferreira dos Anjos, além de funcionários do Banco do Brasil, agricultores, fazendeiros e políticos do município, que se beneficiavam de empréstimos liberados através da agência do Banco do Brasil do município, no total de Cr$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 20 milhões). O dinheiro seria destinado para financiar plantio de mandioca, mas os beneficiados alegavam que a seca destruíra a lavoura e os prejuízos eram cobertos pelo seguro agrícola.
A armação foi denunciada em 1981, com a Justiça Federal instaurando inquérito para apurar as irregularidades. O escândalo ganha repercussão nacional com o assassinato do procurador federal Pedro Jorge de Melo e Silva em março de 1982. Sete acusados pela morte, entre eles o ex-major José Ferreira dos Anjos, foram a julgamento, que teve início no dia 7 de outubro de 1983.
Cada acusado foi condenado a penas de 31 anos de prisão, com sentença proferida no dia 12. O ex-major Ferreira fugiu do quartel da PM no dia 22 de novembro e só foi recapturado no dia 29 de janeiro de 1996, no Sertão da Bahia. Ele cumpriu parte da pena, porque foi beneficiado por um indulto. Dos 26 denunciados, dois faleceram durante o andamento do processo. Dois réus foram realmente punidos. As penas haviam prescrito para a maioria.
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