Um dos projetos financiados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que será coordenado pelo Cesar, será a criação de uma biblioteca pública de componentes de software. O projeto tem como principal objetivo a produção de componentes para o domínio do governo eletrônico, otimizando os gastos públicos em Tecnologia da Informação. Muitos órgãos de governo possuem necessidades de sistemas de informação semelhantes entre si, mas cada órgão soluciona seus problemas de forma independente. Isso não significa dizer que o mesmo produto pode ser empregado de maneira idêntica por todos os órgãos, no entanto, a biblioteca terá alguns componentes que podem ser reaproveitados para o desenvolvimento de soluções.
Além disso, o projeto definirá quais os processos que serão utilizados nos componentes, a forma de armazenamento mais eficiente, mecanismos de distribuição e compartilhamento de componentes e os modelos de negócio e técnico. "A biblioteca precisa ser útil para as instituições. Assim, as pessoas terão interessepara em usar e disponibilizar os componentes", explica a gerente de inovação do Cesar, Cláudia Cunha. A gerente ressalta que também serão discutidos os mecanismos de certificação de qualidade. "Os componentes da biblioteca passarão por um crivo, uma avaliação técnica. Por isso, deverão atender a normas e padrões determinados, que serão estabelecidos a partir da pesquisa, para a garantia aos usuários", afirma Cláudia Cunha.
O estudo da biblioteca, que envolve mais de 20 pesquisadores, deverá ficar pronto em dois anos. Todo produto gerado pelo projeto será público e livre, ficando à disposição de toda a indústria brasileira para utilização dos componentes. Um dos destaques da pesquisa é a componentização - conceito baseado na construção de sistemas por partes, como pedaços de legos. Por exemplo: um órgão que queira disponibilizar um portal de serviços pode encontrar na biblioteca peças independentes já construídas e testadas.
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