A próxima semana será decisiva para os moradores do edifício Areia Branca. Na segunda-feira, termina o prazo para a seguradora Vera Cruz se pronunciar sobre o pagamento dos R$ 3 milhões, previstos na apólice do seguro contratado pelo condomínio contra implosão. O Areia Branca veio a ruir no dia 14 de outubro, em Piedade, vitimando três pessoa. Os destroços atingiram os prédios vizinhos, Vilma Lúcia e Solar da Piedade, que foram interditados sob o risco de terem sofrido abalos na estrutura, por conta do desabamento.
O posicionamento da seguradora reflete diretamente na vida dos moradores do Solar da Piedade. "Caso não seja permitido o pagamento aos condôminos, uma indenização aos moradores do Solar também seria frustrada", disse o advogado do Areia Branca, Misael Montenegro Filho, adiantando que moverá uma ação judicial caso a seguradora se negue a arcar com os custos do desabamento. Pela apólice do Areia Branca, os moradores do Solar devem receber R$ 50 mil.
Os moradores do Solar terão de arcar com um prejuízo de R$ 150 mil, que envolve os custos com a contratação de três técnicos incubidos de vistoriar o prédio e com os reparos na obra. Segundo Omar Farias, arquiteto da Comissão de Moradores, em oito meses os apartamentos voltarão a ser habitados. "Em três meses, a vistoria deverá ser concluída, constatando o que de fato foi atingido. Só aí poderemos iniciar os reparos", disse. De acordo com o arquiteto, uma empresa de engenharia ofereceu um orçamento de R$ 114 mil, quantia considerada alta demais.
Enquanto isso, os moradores vão se instalando na casa de parentes ou em apartamentos alugados. O síndico do Solar, Ubaldo Queiroga, procurou um dos apartamentos desocupados do edifício Paulo Andrade. O prédio ficou interditado, após a queda do Areia Branca. "Temos de arcar com R$ 700,00 de aluguel. Outros três moradores do Solar estão vivendo aqui, esperando as obras. Ninguém quer deixar de morar no Solar", revelou Ubaldo.
Também na próxima semana, deve ser apresentado, pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco, o laudo encomendado pelo Instituto de Criminalística e pelo Crea que apontará a causa do desabamento. Segundo o técnico do Itep, Carlos Wellington Pires, vários ensaios foram feitos e amostras enviadas a laboratórios paulistas para saber a quantidade de material utilizado na construção.
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