Não chega a ser uma doença comum, apenas 2% da população mundial sofre de alopécia areata, uma doença de causa desconhecida que atinge homens, mulheres e até crianças. Também conhecida como pelada, ela se caracteriza pela perda parcial ou total dos cabelos e pêlos do corpo. No Brasil 150 mil pessoas sofrem de alopécia. Na maioria das vezes, a doença só se manifesta na fase adulta.
Segundo a dermatologista Ana Luísa Gadelha, a pessoa pode ter a doença e não saber. "É uma doença assintomática e a pessoa não percebe o cabelo ou os pêlos cairem", explica Gadelha. No local das lesões não há alterações na pele e tão pouco sinais de inflamação. O couro cabeludo é a parte mais afetada e pode apresentar espaços sem nenhum fio de cabelo.
Entre as possíveis causas da doença estão a predisposição genética que, segundo os médicos, é estimulada por fatores desencadeantes como o estresse emocional. A dermatologista alerta no entanto, que a alopécia também pode surgir em conseqüência de outras doenças como: Aids, câncer, hipertireoidismo, além de infecções e doenças reumáticas. "Ela pode ser um sinal de uma doença interna. Da mesma forma que a febre indica que a pessoa está com alguma inflamação", compara Gadelha.
Tratamento - A alopécia não tem cura e a pessoa tem que aprender a conviver com a doença. Quanto mais rápido o problema for diagnosticado, mais fácil será o tratamento. "As medicações a serem utilizadas podem ser de uso local ou sistêmico e se a doença for diagnosticada logo há chances de inibir a sua evolução na fase inicial," explica a médica. Segundo ela, o tratamento não é o fim do problema, mas pode servir de controle. "Uma pessoa pode ter mais de uma intercorrência em qualquer parte do corpo", explica. A repilação pode ocorrer totalmente em semanas ou meses. Algumas vezes, os pêlos nascem brancos para depois repigmentarem.
A alopécia areata pode surgir de forma localizada ou disseminada pelo corpo inteiro. Nesse caso, a pessoa chega a perder, além dos cabelos, os cílios, sobrancelhas e pêlos do corpo. Aforma disseminada, segundo a dermatologista, tem um prognóstico ruim. É muito difícil reverter um quadro desse tipo, mas cada pessoa tem uma resposta diferente ao tratamento", afirma.
Já a alopécia androgênica ou calvície masculina, não é considerada uma doença e ocorre em indivíduos geneticamente predispostos. Apesar da incidência maior ser nos homens, as mulheres com desequilíbrio hormonal também podem ser atingidas. No caso delas, as manifestações se agravam após a menopausa.
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