No Brasil, alguns artistas já disponibilizaram seus trabalhos sob "Licença Criativa". É o caso de músicas de B-Negão (ex-Planet Hemp) e do documentário Casa de Cachorro, de Thiago Villas Boas, vencedor do festival É Tudo Verdade. E Pernambuco não está fora da lista. A Mombojó disponibilizou todo o seu disco na internet, o que garantiu o sucesso do CD Outra Coisa em todo País. Na opinião de Ronaldo Lemos, o Estado é destaque no campo do licenciamento de música. "Uma das licenças recebeu o nome de Recombinação em homenagem ao Re:combo, projeto pioneiro na área de recombinação de conteúdos", destaca.
Um dos maiores entusiastas do Creative Communs no País é o ministro da Cultura, Gilberto Gil, estrela de uma matéria da revista Wired sobre o tema no mês passado. A música N-Oslodum, de Gil, remixada pelo DJ pernambucano Dolores, foi liberada pelos dois autores para distribuição. "O mais importante é que o artista tem a possibilidade de escolher qual direção o trabalho vai tomar. E são licenças mais flexíveis do que as instituições arrecadadoras de direitos autorais", avalia Dolores.
Ele cita o exemplo da música eletrônica em que vários artistas fazem samplers, usam música incidental em outros títulos. "Fazer isso não é plágio, música não tem dono, é uma evolução. Caetano Veloso, Gilberto Gil usam trechos de outras músicas nas suas, e é longe de ser um plágio. A reinvenção faz parte da criação. Não é mercadoria", ressalta. (A.P.)
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