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Edição de Quinta-Feira, 25 de Novembro de 2004 
Vida Urbana | Pai quer resposta para óbito
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VIDA URBANA
Pai quer resposta para óbito
EXCURSÃO
Dois dias depois da morte do filho, Alex José Mendes da Silva, 15 anos, o eletricista Célio José da Silva, foi conhecer o local onde o corpo do jovem foi encontrado: um tanque da Estação de Piscicultura Paulo Viegas, unidade do Ibama em Ipojuca. Abalado com a morte, ele queria entender como o filho que saiu de casa na segunda-feira para participar de uma excursão teria morrido dentro de um tanque de criação de alevinos, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

  O eletricista refez o caminho da trilha usada pelos alunos e percorreu as tábuas instaladas no local entre a margem do tanque e duas armações de concreto, localizadas dentro do lago, exatamente no local onde os bombeiros encontraram o corpo de Alex a uma profundidade de 2,5 metros. "Por que essas tábuas foram deixadas aqui? Qalquer criança ou adolescente iria querer subir e poderia sofrer um acidente".

  Os banhos no tanque são comuns durante as excursões, segundo os moradores da região. O diretor do Civest Colégio e Curso, Admílson Toscano, que organizou a excursão, admitiu que o banho fazia parte do roteiro do passeio. "Deixamos claro que apenas os alunos que sabiam nadar poderiam tomar banho".

  Já o superintendente do Ibama, João Arnaldo Novaes, que está em Brasília assegurou que nunca autorizou banhos nos tanques, apesar de dizer que do ponto de vista sanitário não havia impedimento. "Mas o acompanhamento desses jovens é responsabilidade da escola", afirmou Novaes, que disse ainda que abrirá sindicância para apurar se houve negligência de funcionários.

Inconformado com o fim trágico do filho, Célio disse que acionará a Justiça. "Entrarei com uma ação criminal e outra indenizatória contra o Ibama e a escola. Meu filho saiu de casa para aprender. Não posso deixar que a morte dele caia no esquecimento". Hoje ele prestará depoimento na Delegacia de Ipojuca. O delegado Valdemir Maximino já ouviu funcionários do Ibama e só na próxima semana chamará a direção da escola. "Trabalhamos com a hipótese de acidente, mas isso não significa que não podemos mudar a linha de investigação".

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