GUAYAQUIL - Entre a comissão técnica e os jogadores não há segredo. O jogo de hoje, às 19h (de Brasília), será o mais difícil do ano pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2006. Não importa que o Brasil seja líder invicto com 20 pontos e tenha a maioria das estrelas do futebol mundial. O estudioso Carlos Alberto Parreira sabe que enfrentar o Equador nos 2.860 metros de altitude de Quito, com apenas um dia de treinamento, é quase um suícidio.
"Nós fizemos o levantamento de uma partida que serviu como exemplo do efeito da altitude. Na última partida entre Santos e LDU, em Quito, os equatorianos deram 36 chutes a gol e os brasileiros apenas quatro. Nós vamos ter de usar a inteligência e o nosso talento individual para sair do Equador com uma vitória. Será a nossa única opção", afirmava o treinador.
Parreira não admitia que se levasse em consideração a tradição ao analisar o jogo de hoje. "A campanha dos equatorianos nas Eliminatórias revela o que eles estão fazendo. Simplesmente todos os13 pontos que conseguiram foram em Quito. Estão invictos jogando em casa. Fora perderam todas. A aposta deles está no fator altitude. Estou esperando uma partida complicadíssima", admitia.
A estratégia do técnico Parreira será a de fazer a Seleção prender a bola o máximo possível durante todo o jogo. "Eles vão tentar impor correria principalmente no primeiro tempo. Já joguei duas vezes em Quito e sei como é. Depois de conseguir a vantagem no placar, se armam só para descer em contragolpes em velocidade. O Brasil terá de ser firme no começo do jogo. Administrar a bola, não se expor", detalha Roque Júnior, entregando a estratégia de Parreira.
Sem poder escalar Edu e Zé Roberto, suspensos, o treinador acabou apostando em Renato e Kléberson no meio-de-campo. O Brasil irá começar o jogo com o time fechando a intermediária para evitar os lançamentos em velocidade nas costas de Cafu e Roberto Carlos. "Nós não vamos poder sair tanto como estamos acostumados. Eu e o Roberto iremos fechar o nosso setor. Não vamosdar as chances que eles estão esperando", jura Cafu.
"Essa será a partida típica para ser jogada com inteligência. Saber aproveitar quando tivermos a bola dominada. Os torcedores equatorianos irão fazer pressão para que a seleção do seu país derrote o Brasil. Com certeza irão deixar espaço atrás na sua marcação. E nós estaremos prontos para aproveitar esse espaço", promete Kaká.
Outros jogos - A Argentina terá pela frente a Venezuela, às 22h45 (horário de Brasília), no estádio Monumental de Nuñez. A seleção comandada por José Pekerman espera derrotar o adversário e conta com um tropeço do Brasil diante do Equador para assumir a liderança do classificatório. A Argentina não poderá contar com o defensor Heinze, que cumpre suspensão, além de Aimar e Killy González, ambos contundidos - o atacante Tévez, do Boca Juniors, também está vetado. Outros jogos desta noite: Peru x Chile, Uruguai x Paraguai e Colômbia x Bolívia.
Eliminatórias da Copa
Equador
Villafuerte
Ulises de la Cruz
Iván Hurtado
Giovanny Espinoza
Néicer Reasco
Edwin Tenorio
Marlon Ayoví
Walter Ayoví
Edison Méndez
Kaviedes
Delgado
Técnico: Luis
Fernando Suárez
Brasil
Dida
Cafu
Juan
Roque Júnior
Roberto Carlos
Renato
Juninho Pernambucano
Kaká
Kléberson
Ronaldinho Gaúcho
Ronaldo
Técnico: Carlos
Alberto Parreira
Local: estádio Olímpico Atahualpa. Horário: às 19h (de Brasília). Árbitro: Oscar Ruiz (COL).
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