A ação antidumping movida pela Aliança Norte-americana dos Pescadores de Camarão provocou uma queda de 10% nas exportações brasileiras do crustáceo entre janeiro e outubro deste ano se comparado ao mesmo período de 2003. O volume embarcado caiu de 48 mil para 43,5 mil toneladas. Pernambuco foi o estado que apresentou maior retração. Nos dez primeiros meses de 2004, o volume exportado despencou 40%. Foram 6,5 mil toneladas, em 2003, contra 3,9 mil toneladas este ano.
O faturamento do setor no Estado, por sua vez, registrou um recuo de 41%, saindo de R$ 70,3 milhões para R$ 41,2 milhões. O desempenho negativo é creditado à taxação média de 23,66% imposta pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos ao camarão brasileiro. Do total exportado este ano, 79,16% seguiu para a Europa, enquanto apenas 17,84% teve como destino os Estados Unidos.
O Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, disse que a queda nas exportações também vai levar a uma redução dos níveis de produção.
As estimativas são de que o volume apresente uma redução de 9,89%, ficando em 82 mil toneladas. No ano passado a produção nacional foi de 90 mil toneladas. A meta no início do ano era chegar a 117 mil toneladas, gerando um faturamento superior a R$ 700 milhões.
Itamar Rocha afirmou que os resultados do setor refletem, ainda, a falta de linhas de financiamento para a atividade. Segundo ele, é necessário que os agentes financeiros e os governos federal e estaduais se conscientizem da importância da carcinicultura para o Nordeste, principalmente no que se refere à geração de emprego e renda.
|