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Edição de Segunda-Feira, 25 de Outubro de 2004 
Viver | Artistas saem em defesa do programa
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VIVER
Artistas saem em defesa do programa
MULTICULTURAL
A apreensão da realidade depende de quem a observa ou está inserido nela. Portanto tudo é relativo. As constantes críticas que a política cultural da Prefeitura do Recife vem sofrendo ganhou semana passada defensores genuínos, alguns dos beneficiários do Programa Multicultural desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura. Na última segunda-feira, o Movimento Popular de Cultura, formado pelo Fórum Temático de Cultura do Orçamento Participativo da Cidade do Recife, Rede de Articulação Cultural do Ibura e Jordão, Movimentos Farinha do Rock e das Bandas Alternativas do Jordão elaboraram um documento em defesa desta política cultural. Na quinta, um grupo de representantes, formado pelos produtores Júlio César, Natal Vicente de Oliveira, Rondon Freire, Osmar Franklin, Cleto Machado, Maria de Lourdes Araújo da Silva e Francisco Santana veio ao DIARIO para apresentar a defesa do Multicultural.

  "Gostaria de saber qual o desprezo desta gestão pela cultura popular, como foi veiculado em notas pela Imprensa?",questiona o produtor, artista plástico e coordenador do Fórum, Cleto Machado. Ele também lembra que o Fórum, através de seus delegados, elegeram as prioridades para a área. "Houve inversão de prioridades", prossegue. "A gente nunca teve acesso. E todas as pessoas que são atendidas pelo Programa reconhecem", completa o videasta Francisco Santana.

  "O secretário Peixe é um grande guerreiro e está lutando pelas refinarias culturais", defende Cleto. A ampliação do Conselho Municipal de Cultura de nove para 40 representantes em regime de paridade entre governo e sociedade civil, definido na I Conferência, é um dos avanços lembrados pelo grupo. "Não queríamos apenas um conselho de notáveis".

  O documento do Movimento Popular frisa que "o Multicultural não é um projeto pessoal do secretário Peixe, como equivocadamente pensa o amigo Paulo de Castro, mas é um programa de Governo, o qual teve total respaldo da sociedade recifense ao ser priorizado nas últimas plenárias do Fórum (2002, 2003, 2004) e na Conferência".

  E através da carta aberta desafia os opositores do Multicultural a apresentarem os artistas e seus motivos: "Não sabemos qual a classe artística que despreza o programa, mas com certeza não é a classe dos artistas da periferia, nem dos produtores culturais conscientes e antenados com as questões sociais do município".

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